Sines é uma das 30 localidades portuguesas onde hoje se está a realizar mais uma manifestação no âmbito da greve climática global que está a acontecer em mais de 170 países.

Promovida pelo movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA), a ação contava igualmente com a organização do Núcleo da Greve Climática Estudantil do Alentejo Litoral, que apesar dos apelos para mobilização da população, acabou por não comparecer na concentração.

A fraca adesão do movimento estudantil e da população em geral foi justificada pelos promotores “com a dificuldade na mobilização das pessoas” para causas que digam respeito ao ambiente sobretudo no “concelho do petróleo, do carvão e do gás”.

“Sines, é sempre um local muito difícil para mobilizar as pessoas porque vivemos no concelho do petróleo, do carvão e do gás. A greve climática global propõe outras soluções que passam pelas energias alternativas e as pessoas dependem muito dessas industrias”, explicou à agência Lusa, Eugénia Santa Barbara, do movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente.

Marcada para as 17:00, a concentração, começou por reunir pouco mais de uma dezena de pessoas mas, perto das 18:00, o protesto contava com 50 manifestantes, alguns deles de concelhos vizinhos, como Odemira (Beja), e de várias nacionalidades que alertaram para “os problemas que vamos enfrentar no futuro”, explicou Eugénia Santa Bárbara.

Para a ativista "é necessário tomar algumas medidas", principalmente, no concelho de Sines "onde é exigido o encerramento da central termoelétrica, com um planeamento, e apostando em políticas a sério de transição para energias alternativas, assegurando que os trabalhadores não ficam no desemprego".

Durante o protesto, os participantes exibiram cartazes com mensagens como "Ontem era tarde, amanhã ainda mais", "Salva o clima, limpa a energia" e "Temos de mudar já!".

“Estou aqui porque decidi aderir a esta greve para manifestar aos políticos que estamos juntos e unidos para alertar para este problema das alterações climáticas que afeta o planeta”, disse Aisha Skuali, uma das manifestantes, de nacionalidade marroquina, a viver em Odemira.

Foi lido um manifesto onde é defendido o urgente “encerramento das centrais termoelétricas de Sines e do Pego na próxima legislatura” e “das centrais de ciclo combinado antes de 2030”.

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