“O Governo e as FARC concordaram assinar o acordo final para pôr fim ao conflito e construir uma paz estável e duradoura”, declararam negociadores de ambas as partes num comunicado hoje divulgado e citado pela AFP.

O novo acordo havia sido anunciado a 12 de novembro.

A assinatura terá lugar às 11:00 (16:00 em Lisboa), no Teatro Colombo em Bogotá, disseram as partes.

O novo acordo será submetido ao parlamento para aprovação, estando o Governo colombiano e as FARC a ultimar procedimentos tendo em vista esse fim, explica-se no comunicado.

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou a 12 de novembro que o novo acordo de paz assinado no sábado com as FARC “é de todos os colombianos”, incluindo dos opositores do primeiro texto, rejeitado no referendo de 2 de outubro.

“As suas iniciativas (dos opositores) contribuíram para alcançar este novo acordo que agora é de todos”, disse Santos num discurso horas depois da assinatura do novo acordo em Havana, pelos negociadores do Governo e pelas FARC.

O governo colombiano e as FARC assinaram a 26 de setembro passado, em Cartagena das Índias, o acordo de paz concluído em agosto no final de cerca de quatro anos de negociações em Havana para terminar o conflito armado e a guerrilha mais antiga no continente americano.

No entanto, a maioria dos colombianos recusou o acordo no referendo de 02 de outubro, o que levou Juan Manuel Santos a convocar os líderes dos movimentos opositores para conseguir um consenso e resolver o processo de paz.

O novo documento foi assinado pelos líderes das delegações de negociadores do governo colombiano, Humberto de la Calle, e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), “Iván Márquez” (como é conhecido Luciano Arango).

As duas delegações mantiveram nove dias de intensas negociações em Havana – sede das negociações de paz durante os últimos quatro anos – para alcançar um novo consenso para “conseguir uma paz estável e duradoura”.

O novo acordo “integra mudanças, precisões e contribuições dos mais diversos setores da sociedade, revistos um a um”, indica o comunicado.

O chefe de Estado disse que recolheram as propostas dos ex-presidentes Álvaro Uribe (2002-2010) e Andrés Pastrana (1998-2002), os dois principais opositores ao primeiro acordo de paz e os quais citou em vários momentos do seu discurso.

O complexo conflito armado colombiano implicou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), formadas em 1964 na sequência de uma revolta camponesa, e outras guerrilhas de extrema-esquerda, milícias paramilitares de extrema-direita, grupos com ligações ao narcotráfico e as forças armadas.

A violência causou mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

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