Esta instância que supervisiona a campanha eleitoral francesa reuniu-se hoje de manhã para “fazer um ponto da situação das consequências do ataque informático que sofreu a equipa da campanha de Macron”, indicou um comunicado divulgado após a reunião.

Antes, o órgão já tinha anunciado que ia abrir uma investigação sobre o ataque informático.

O movimento de Macron denunciou na sexta-feira à noite ter sido alvo do que descreveu como um “massivo e coordenado” ataque informático.

Várias dezenas de milhares de documentos internos (emails, registos contabilísticos, entre outros tipos de dados) da equipa do candidato liberal pró-europeu Macron foram publicados na noite de sexta-feira nas redes sociais e amplamente partilhados em contas associadas a apoiantes da extrema-direita francesa, pouco antes do fim da campanha oficial.

Num comunicado, o movimento de Macron informou que os dados pirateados “foram obtidos há várias semanas”, graças à pirataria de endereços de correio eletrónico pessoais e profissionais de responsáveis do movimento.

Emmanuel Macron, o ex-ministro do governo socialista de François Hollande que criou em 2016 o movimento “En Marche!” e que enfrenta no domingo a candidata presidencial da extrema-direita Marine Le Pen, qualificou de imediato esta situação como “desestabilizadora”.

Na nota informativa divulgada hoje, a comissão eleitoral “sublinhou que a distribuição e a redistribuição de tais dados, obtidos de forma fraudulenta, e que podem, com toda a probabilidade, serem misturados com informações falsas, pode ser suscetível de um enquadramento penal e de envolver a responsabilidade dos seus autores”.

No comunicado, o órgão relembra a importância do ato eleitoral agendado para domingo e insta “todos os atores presentes nos ‘sites’ na Internet e nas redes sociais, principalmente os ‘media’, mas também todos os cidadãos” a exercerem um sentido de responsabilidade e a não reproduzirem tais conteúdos “de modo a não alterar a integridade da eleição, a não violar as proibições previstas na lei e evitar infrações penais”.

As últimas sondagens publicadas na sexta-feira (último dia de campanha) prognosticavam uma vitória folgada de Macron, com 61,5% a 63% das intenções de voto, contra 37% a 38,5% para Le Pen.

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