“Decidimos de forma unânime convocar greve para 05 de abril”, afirmou o secretário-geral do sindicato Uiltrasporti, Claudio Tarlazzi, considerando que o plano apresentado pela direção “não é credível”.

O plano prevê a eliminação de 2.037 postos de trabalho entre o pessoal de terra e a saída a prazo de 400 membros do pessoal de bordo, que tem um acordo de manutenção de emprego que expira no fim deste ano.

A companhia quer ainda reduções nos salários que podem atingir 28% para os pilotos e 32% para as hospedeiras e comissários de bordo.

Dos 2.037 postos a eliminar, 1.338 são de contratos por tempo indeterminado, 558 são de contratos a prazo e 141 encontram-se no estrangeiro.

Estas informações foram transmitidas aos sindicatos numa reunião com responsáveis da Alitalia, que acabou ao início da tarde.

A Alitalia adotou na quarta-feira um novo plano estratégico que prevê uma redução de custos de mil milhões de euros e um aumento de 30% do volume de negócios até 2019, através de ofertas mais competitivas nos voos de curto e médio curso.

Em comunicado, a Alitalia limitou-se a indicar que o “financiamento do plano pelos acionistas da companhia estava sujeito à aceitação pelos sindicatos de um novo acordo coletivo de trabalho e medidas relativas ao pessoal”.

A Alitalia acumula prejuízos há vários anos. Apesar da entrada da companhia Etihad (dos Emirados Árabes Unidos) no seu capital com uma participação de 49% e dos fundos injetados, a companhia italiana ainda não conseguiu recuperar.

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