Na noite de segunda-feira, o subúrbio de Rinkeby, nos arredores de Estocolmo, capital da Suécia, foram palco de confrontos entre a polícia e residentes, desencadeados pela prisão de um suspeito. A polícia disse que foram necessários reforços de segurança depois de uma multidão se ter juntado e de alguns veículos terem sido incendiados. O chefe da polícia regional de Estocolmo, citado pela CNN, Ulf Johansson, afirmou que os confrontos podem ter resultado do "aumento da pressão sobre os criminosos naquela área".

Rinkeby tem cerca de 15 000 habitantes, dos quais 90% são de origem imigranteé inclusive conhecido pelo seu dialeto local - sueco de Rinkeby -  uma mistura de dialeto local  que junta comunidades com vários grupos de imigrantes.

Numa declaração enviada à CNN, a polícia sueca afirmou que não são normais confrontos desta natureza, mas que não se trata da primeira vez que acontecem em Rinkeby. Em 2013, antes do aumento da vaga de refugiados da Europa, sobretudo em resultado da guerra na Síria e dos focos de conflito no Iraque e no Afeganistão, os subúrbios na capital da Suécia tinham sido palco de violentos confrontos que se prolongaram durante certa de uma semana.

No passado fim de semana, o presidente americano Donald Trump referiu-se à Suécia como exemplo da ameaça que os imigrantes representam para a segurança, invocando um ataque que nunca aconteceu e que motivou reações de várias pessoas na Suécia, incluindo o atual primeiro-ministro. Num discurso perante apoiantes, Trump disse: "Vejam o que está acontecendo na Alemanha, o que aconteceu ontem à noite na Suécia. A Suécia, quem iria acreditar?". A gestora da conta da Suécia no Twitter respondeu a inúmeras mensagens dizendo: "Não, nada aconteceu aqui na Suécia. Não ocorreu nenhum ataque terrorista aqui. Nada."

Posteiormente, o presidente americano clarificou o comentário que fez em relação à Suécia com algo que viu na televisão Fox News.

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