“As mulheres constituem 32% dos militantes, sendo fundamental continuar a potenciar o valor da sua participação na vida do partido, alargando o número que assumem responsabilidades aos diversos níveis de intervenção partidária e inscrevendo o objetivo de recrutamento de mais mulheres, designadamente operárias”, declarou Fernanda Mateus, membro da Comissão Política do PCP.

Para a dirigente comunista, “as soluções preconizadas pelo governo do PS no âmbito da igualdade de género visam iludir e não respondem às causas estruturais da exploração, das desigualdades e discriminações das mulheres, que conhecem novos desenvolvimentos no quadro do contexto epidémico”.

Fernanda Mateus salientou que sobre as mulheres trabalhadoras “pesa uma dupla exploração: de classe e em função do sexo”, alertando que estas constituem a maioria dos trabalhadores sujeitos à precariedade laboral, recebendo “em média, menos 225 euros que os homens” e sofrendo muitas vezes dificuldades na altura de ter filhos.

A dirigente alertou ainda para a desregulação dos horários, que “viola os direitos laborais das mulheres” e cria “fortíssimas limitações” na organização da vida pessoal, social, familiar e dificulta a participação política de mais mulheres.

“O PCP assume que a luta das mulheres é parte integrante da luta mais geral dos trabalhadores e do povo, mas tal não significa camaradas diminuir a importância da luta específica das mulheres e o papel que desempenham na defesa dos seus direitos específicos”, apontou.

Partido quer ir mais longe junto das massas e criar 100 novas células até março

O dirigente comunista Jaime Toga declarou hoje que “é necessário e possível ir mais longe” na influência do PCP junto das massas, fixando como objetivo até março a criação de mais 100 células em empresas e locais de trabalho.

“É necessário e possível ir mais longe, valorizando a militância, estimulando mais camaradas a assumirem responsabilidades e tarefas regulares”, disse.

O membro da comissão política do Comité Central comunista discursava no terceiro e último dia do XXI Congresso Nacional do PCP, em Loures, e sublinhou ser preciso “atribuir a cada camarada uma tarefa e um organismo”.

“Ir mais longe junto da classe operária, nas empresas e locais de trabalho, com a responsabilização de mais 100 camaradas por células e a criação de 100 novas células ate março de 2021”, estipulou, após elogiar os resultados da “campanha dos 5.000 contactos” (desde 2018): a adesão de 1.350 trabalhadores ao partido.

Jaime Toga abordou ainda a atualidade política nacional, destacando que o PCP denunciou “o papel de PS, PSD e CDS na situação em que o pais se encontra”.

“Desmascarámos os seus sucedâneos que, a coberto do mediatismo, agitam o populismo para atingir outros fins, pondo em causa o próprio regime democrático. Incomodámos tanto que alguns perderam as estribeiras e até verbalizaram que o PCP devia ser impedido de aqui estar”, lamentou.

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