No primeiro dia, os trabalhos terminaram antes das 21:30 com uma mensagem projetada nos ecrãs gigantes, alertando que os trabalhos recomeçavam hoje às 09:00 e desejando “Uma boa noite a todos”.

Entre as 09:00 e as 10:00, os delegados continuam a votar para os seguintes órgãos: Presidente, Mesa do Congresso, Comissão de Verificação de Poderes e Comissão de Honra.

Pelas 10:15, recomeçarão os trabalhos com a proclamação dos resultados, devendo o presidente eleito do PS, Carlos César, fazer o seu discurso de fundo pelas 11:00.

Estão depois previstas intervenções do presidente do Partido Socialista Europeu (PES), Sergei Stanishev, do líder do Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez (líder do PSOE), e do presidente da delegação do PS do Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho.

Ainda na manhã de sábado será feita a apresentação das duas moções políticas e orientação nacional: “Reinventar a Democracia”, do dirigente socialista Daniel Adrião, candidato derrotado nas diretas; e “Geração 20/30″, que tem como primeiro subscritor António Costa.

O período de discussão das moções de orientação política estender-se-á pela tarde de sábado, estando a votação alternativa (por braço no ar) das duas propostas agendada para as 19:00.

Fonte socialista adiantou à agência Lusa que o PS, ao contrário da prática habitual em congressos partidários, não prolongará os trabalhos pela noite de sexta-feira e madrugada de sábado.

O primeiro dia do 22.º Congresso do PS ficou marcado por uma longa e emotiva homenagem ao fundador Mário Soares, onde se ouviu o som da voz do fundador e do hino da sua candidatura presidencial de 1985.

Ainda em jeito de homenagem, surgiu um vídeo sobre os 45 anos do PS e, ao longo de quase cinco minutos, apareceram as fotos de figuras históricas do PS, como António Arnaut, que morreu esta semana, muito ovacionado, e ex-secretários-gerais como Jorge Sampaio e António Guterres, mas também António José Seguro e José Sócrates, que este mês se desfiliou do PS, mas foi igualmente muito aplaudido.

Na sua intervenção de abertura, António Costa defendeu a aprovação da despenalização da eutanásia como mais uma forma de alargar a liberdade pela qual os socialistas lutaram desde a fundação do partido e assegurou que não há qualquer mudança de posicionamento em relação aos valores de sempre.

“Podemos dizer que estamos onde sempre estivemos com a mesma convicção que podemos dizer que estaremos exatamente onde estamos”, assegurou.

O secretário-geral do PS defendeu que os resultados governativos dos últimos dois anos e meio provaram que o seu partido teve razão, acabando com o mito de que só a direita sabe gerir as finanças públicas, num discurso em que também se demarcou dos caminhos propostos pelos partidos à sua esquerda.

Sem falar de qualquer caso em concreto, designadamente o processo judicial que envolve José Sócrates, o líder socialista pediu sentido de responsabilidade aos delegados, invocando a cultura de Governo no seu partido, com valores e princípios que uniram as lideranças desde Mário Soares a António José Seguro.

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