Questionada no programa “Face the Nation”, da estação de televisão norte-americana CBS, se tinha “pensado desistir” do cargo, Deborah Birch, médica especialista em imunologia, respondeu “sempre”.

“Colegas meus, que conhecia há décadas, porque estava na Casa Branca, achavam que me tinha tornado essa pessoa política, embora me conhecessem desde sempre”, referiu Deborah Birch, no excerto divulgado da entrevista que será transmitida no domingo na íntegra.

A especialista adiantou ainda que, quando se tornou claro que “não estava a chegar a lado nenhum”, um pouco antes das eleições para a presidência, que decorreram em novembro de 2020, elaborou “um plano de comunicação muito detalhado sobre o que deveria acontecer no dia seguinte à eleição”.

Na mesma entrevista, Deborah Birch adiantou que chegou a temer que a recente cerimónia de posse de Joe Biden, na quarta-feira, que mobilizou mais de 20 mil elementos da Guarda Nacional, poderia representar um evento de super-contágio da covid-19, tendo em conta que entre os militares poderia haver assintomáticos.

Também hoje foi divulgada uma declaração do principal epidemiologista do governo dos Estados Unidos, Anthony Fauci, advertindo que, durante a administração de Donald Trump, foi exercida muita pressão sobre os cientistas.

“Não queria discordar do Presidente, porque tenho muito respeito pelo cargo, mas havia conflitos em diferentes níveis, com diferentes pessoas e diferentes organizações e muita pressão exercida para fazer coisas que simplesmente não são compatíveis com a ciência”, referiu Fauci no “The Rachel Maddow Show”, segundo informou hoje a imprensa local.

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia da covid-19, com mais de 24,8 milhões de casos registados e cerca de 400 mil mortos.

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