“Uma vez aprovada a moção de censura, eu, como líder da oposição, pedirei o apoio do parlamento para um governo provisório com o objetivo de convocar eleições e conseguir a necessária extensão do artigo 50.º [que prevê a saída de um país da UE]” , explicou Corbyn, que se comprometeu ainda a fazer um novo referendo.

A carta publicada no Twitter na quarta-feira à noite  foi enviada aos líderes da oposição parlamentar e a vários deputados conservadores que se opõem a um 'Brexit' sem acordo.

“Nessas eleições [antecipadas], o Partido Trabalhista compromete-se a uma consulta pública sobre os termos da saída da UE, incluindo a opção de permanecer” na União, acrescenta.

Na carta, Corbyn sustenta que o Governo de Johnson não tem mandato para um ‘Brexit’ sem acordo e que o referendo de 2016 não dá a nenhum governante mandato para uma saída sem acordo.

Boris Johnson, que sucedeu a Theresa May a 24 de julho, prometeu que o Reino Unido sairá da UE a 31 de outubro, com ou sem acordo.

A proposta de Corbyn foi considerada “sem sentido” pela líder dos Liberais Democratas, Jo Swinson, para quem o líder trabalhista “não é a pessoa que pode construir uma maioria, mesmo que temporária, na Câmara dos Comuns”.

O líder parlamentar do partido nacionalista escocês SNP, Ian Blackford, manifestou o seu apoio a uma moção de censura ao primeiro-ministro e a deputada do partido galês Plaid Cymru Liz Saville Roberts disse-se aberta a um governo de unidade.

Da parte do executivo, um porta-voz de Downing Street reagiu à proposta afirmando que os britânicos estão perante “uma escolha clara”.

“Ou Jeremy Corbyn como primeiro-ministro, que passará por cima do referendo e destruirá a economia, ou Boris Johnson como primeiro-ministro, que respeitará o referendo e conseguirá mais dinheiro para o serviço nacional de saúde e colocará mais polícias nas ruas”, disse o porta-voz.

A possibilidade de apresentar uma moção de censura a Boris Johnson quando a Câmara dos comuns voltar a reunir-se a 03 de setembro, tem sido evocada por políticos e analistas nos últimos dias.

A ser apresentada e aprovada, o primeiro-ministro disporia de um prazo de 14 dias para recuperar a confiança do parlamento e, se não o conseguir, convocar eleições.

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