O lançamento, desta terça-feira, "demonstrou que todas as especificações técnicas se ajustavam aos requerimentos de desenho", segundo a agência de notícias oficial KCNA, destacando que este foi um passo de "grande importância estratégica" no plano de Pyongyang de multiplicar "por mil" as suas capacidades defensivas.

Os meios de comunicação estatais afirmaram que o novo míssil era um dos "cinco mais importantes" novos sistemas de armamento previstos no seu plano quinquenal de desenvolvimento militar.

"O desenvolvimento deste sistema de armas... [aumentou] as capacidades da nação em matéria de autodefesa em todos os sentidos".

Os mísseis hipersónicos são muito mais rápidos e ágeis do que os normais, o que os torna muito mais difíceis de interceptar pelos sistemas de defesa antimísseis. A adição de uma ampola de combustível dos mísseis significa que a arma estaria pronta para ser disparada de imediato. Assim, se não precisar de ser abastecida no campo, o tempo de lançamento é muito mais rápido — o que significa que é mais difícil para outros países de anteciparem o ataque.

O lançamento de terça-feira, a confirmar-se, é mais uma indicação da crescente tecnologia de armamento de Pyongyang.

O lançamento, feito da província de Jagang (norte) "confirmou o controlo de navegação e a estabilidade do míssil", bem como a "sua manobrabilidade guiada e as características de voo de [voo descendente com ângulo de ataque normal] da ogiva explosiva" e do motor, segundo a KCNA.

O último lançamento também marcou o terceiro teste de mísseis do país este mês. Já revelou um novo tipo de míssil de cruzeiro, bem como um novo sistema de mísseis balísticos.

Pyongyang está sujeita a múltiplas sanções internacionais, devido ao seu programa de armamento nuclear e mísseis balísticos. Mesmo assim, realizou vários testes com mísseis este mês.

Seul, por sua vez, também tem investido importantes quantias no desenvolvimento militar e este mês testou com sucesso pela primeira vez um míssil balístico lançado de um submarino (SLBM), uma tecnologia ao alcance de pouquíssimos países.

Nesta terça-feira, a Coreia do Sul realizou uma cerimónia para pôr em operação o seu terceiro submarino SLBM.

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