O reforço do transporte com mais duas equipas, uma em Faro e outra em Coimbra, vigora desde quarta-feira e foi anunciado hoje pelo presidente do INEM, Luís Meira, numa conferência de imprensa, em Lisboa, onde foi feito um novo balanço sobre a infeção pelo '2010-nCov', detetado na China em dezembro.

Antes, o transporte para os hospitais de referência das pessoas suspeitas de estarem infetadas com o novo coronavírus era apenas assegurado por duas equipas em Lisboa e no Porto.

De acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), os casos suspeitos, que são validados por três médicos, são encaminhados pelo INEM para três hospitais de referência: Hospital Curry Cabral e Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e Hospital S. João, no Porto.

Os quatro casos suspeitos que foram validados até à data em Portugal deram resultados negativos para a presença do novo coronavírus, que pode provocar pneumonias virais.

Luís Meira, que falava na sede da DGS, acompanhado pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que o "reforço de medidas está a ser preparado e planeado" em consonância com a evolução do surto, negando a falta de material de proteção para as equipas que asseguram o transporte para os hospitais de referência.

A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infetados o balanço do surto do coronavírus '2019-nCoV', identificado em dezembro na cidade de Wuhan, colocada sob quarentena.

Além do território continental da China e das regiões de Macau e Hong Kong, há casos de infeção confirmados em mais de 20 países.

A Organização Mundial de Saúde declarou há uma semana o surto do novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional devido ao risco elevado de propagação do '2019-nCoV' à escala global.

A emergência internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação em termos mundiais.

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