“O preço do petróleo está a flutuar e está muito volátil nos últimos tempos, tem havido subidas importantes e reduções. Este deve ser um tema de muito curto prazo e a capacidade de produção vai repor-se relativamente rápido”, afirmou Pedro Siza Vieira, em declarações aos jornalistas.

O governante falava na fábrica de tomate do Sugal Group, em Benavente, no distrito de Santarém, onde explicou que os países “dispõem de reservas estratégicas que podem ajudar a moderar os preços numa crise”.

“Acho que não há razões para preocupação”, frisou.

O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador mundial, sofreu temporariamente um corte para metade (cerca de 5,7 milhões de barris diários) depois de duas refinarias do gigante saudita Aramco em Abqaiq e Khurais, na Arábia Saudita, terem sido alvo de um ataque no sábado.

Neste contexto, o barril de petróleo Brent para entrega em novembro abriu hoje em forte alta, a cotar-se a 66,45 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 6,23 dólares do que no fim da sessão anterior.

Entretanto, Washington acusou o Irão de ter "lançado um ataque sem precedentes contra o fornecimento energético mundial" e autorizou a libertação de reservas de petróleo do país para que, se necessário, as mesmas garantam o fornecimento mundial, atingido por estes ataques.

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita.

Hoje, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), António Comprido, disse que “não haverá nenhuma crise de abastecimento” de combustíveis na sequência do corte na produção de petróleo na Arábia Saudita.

Também hoje, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) disponibilizou-se para mobilizar reservas de petróleo caso se prolongue o corte temporário para metade do fornecimento da Arábia Saudita, que representa 5% da oferta mundial de petróleo.

Num comunicado hoje divulgado, a ENSE afirma que "dispõe de reservas estratégicas que podem ser mobilizadas para suprir uma falta eventual" e precisa que tem "à sua disposição 538,1 mil toneladas de crude em reservas físicas e 373,5 mil toneladas em tickets que representam direitos de opção sobre crude armazenado em Portugal e noutros países da União Europeia".

"Estas quantidades estão à disposição da ENSE para mobilização imediata, caso se entenda necessário", sublinha a entidade, adiantando que "é importante destacar neste momento que, caso o impacto sobre a oferta seja persistente e os operadores que importam petróleo para Portugal tenham alguma dificuldade temporária para obter crude, o país através da ENSE dispõe de reservas estratégicas".

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