António Costa falava aos jornalistas no final de uma ação pelas ruas do centro de Setúbal, durante a qual esteve acompanhado pela cabeça de lista por este círculo, Ana Catarina Mendes, e por candidatos a deputados pelo PS neste distrito, casos do ministro João Gomes Cravinho, do secretário de Estado Jorge Seguro Sanches e da dirigente Maria Antónia Almeida Santos.

“Estão criadas todas as condições para que no domingo todos possam votar em segurança. É muito importante que assim aconteça. Obviamente, quando há ajuntamentos, todos temos de estar com máscara”, referiu.

Antes, o líder socialista tinha falado sobre a atual conjuntura política do país na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022.

“Há um sentido de emergência nas pessoas relativamente à necessidade de ir votar. E de, com um voto de cada, este domingo, se resolver esta crise política que irresponsavelmente foi criada. Uma crise que se somou a uma crise pandémica, económica e social e da qual todos estamos a fazer um grande esforço para sair”, apontou.

Depois, referiu-se a conversas que teve durante a ação em que percorreu as ruas do centro de Setúbal.

“Basta falar com cada um destes comerciantes de Setúbal e todos nos comunicam o esforço que estão a fazer para recuperar, depois de quase dois anos em que a atividade foi sucessivamente interrompida por confinamentos”, alegou.

Numa mensagem dirigida aos indecisos, que ainda estão a ponderar o seu sentido de voto, António Costa voltou a bater nas supostas relações entre PSD e Chega: “Temos de garantir que a solução política de estabilidade que existirá a partir da próxima segunda-feira não exige nem compromete qualquer tipo de condicionamento ou influência por parte da extrema-direita”.

“E para que isso aconteça a única solução é o PS ser claramente o primeiro e ter a força suficiente para gerar os consensos que deem estabilidade ao país e tranquilidade aos portugueses”, acrescentou.

Costa aponta reforma do comando das Forças Armadas como exemplo de entendimento com o PSD

Costa foi também questionado se, à semelhança do socialista e ministro Augusto Santos Silva – que hoje, numa entrevista ao jornal Expresso, disse estar disponível para um “acordo de cavalheiros” com o PSD – também equaciona um entendimento com os sociais-democratas.

Na resposta, o também primeiro-ministro afirmou que não quer “especular sobre o futuro”, mas reiterou que está disponível para dialogar com todos, “com exceção do Chega”, sustentando que é isso que tem feito desde que formou Governo em 2015.

“Nós tivemos, durante quatro anos [entre 2015 e 2019], um acordo escrito com o PCP, com o Bloco de Esquerda, com o PEV, e não foi isso que nos impediu de continuar com o PSD em tantas e tantas matérias. Nesta legislatura, dialogámos com todos também”, disse.

Para exemplificar a capacidade de diálogo do PS, António Costa relembrou que, durante a negociação do Orçamento do Estado – chumbado por todos os partidos com a exceção do PAN e do PS –, dialogou “até ao último minuto da votação na generalidade”.

No que se refere a entendimentos com os sociais-democratas, o secretário-geral do PS salientou que, “ainda agora” fez “uma reforma muito importante em conjunto com o PSD sobre o sistema de comando” das Forças Armadas, que caracterizou como uma “reforma central” para o regime e para o país.

“Portanto, nós somos capazes e temos capacidade para discutir com todos, temos capacidade para construir soluções, consensos. Temos capacidade para isso desde que os portugueses nos deem obviamente o mandato no próximo domingo para continuarmos a avançar”, frisou.

O líder socialista disse que a “questão central desta campanha eleitoral, nesta fase final, onde há muitas pessoas que ainda estão a ponderar qual é o seu sentido de voto”, é garantir que a “solução de estabilidade que existirá a partir da próxima segunda-feira não exige, nem compromete, qualquer tipo de condicionamento ou influência por parte da extrema-direita”.

“E, para que isso aconteça, só há uma solução, que é o PS ser claramente o primeiro e ter a força suficiente para gerar os consensos que deem estabilidade ao país e tranquilidade aos portugueses”, afirmou.

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