Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro afirmou, esta quarta-feira, que é “fundamental que ao nível da União Europeia, pelo menos, haja uma atuação coordenada”, porque já se verificaram diferentes sugestões de recomendações e reiterou que irá aguardar que os técnicos “tomem uma posição clara e compreensível que dê tranquilidade em relação ao processo de vacinação”.

Costa afirmou ainda que a primeira condição de confiança dos portugueses é que "a decisão não seja tomada por um primeiro-ministro que nada sabe de vacinas e que seja tomada pelos técnicos competentes para o efeito".

"A Agência Europeia do Medicamento, onde participam todos os Estados membros, procedeu à revisão, mais uma vez, da vacina, tomou as conclusões que já são públicas. Há agora uma reunião dos ministros da saúde de forma a que tenhamos uma posição coordenada a todos os Estados membros e para que não haja uma indefinição e cada um a decidir por si, porque isso é um fator, naturalmente, de desconfiança e de insegurança, para todos nós", afirmou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro referiu também que espera que decisão da Agência Europeia do Medicamento sobre a AstraZeneca não perturbe vacinação de professores e que “no próximo fim de semana nada seja perturbado com as decisões da Agência Europeia do Medicamento” para que o processo possa prosseguir e reiterou a necessidade de todos terem cautela “dentro da escola e fora da escola”.

O primeiro-ministro destacou o esforço “muito importante de testagem de todo o pessoal docente e não docente” e também o “esforço de vacinação massiva de todo o pessoal docente e não docente que trabalha nas escolas”.

"A escola não é um local particularmente de risco, pelo contrário, todos os testes têm demonstrado que o número de casos positivos é, aliás, inferior ao que existe no conjunto da sociedade, mas obviamente sabemos que a pandemia não passou, que o vírus anda por aí e, portanto, temos que ter cautela”, salientou.

O primeiro-ministro frisou que o vírus justifica que se mantenham as preocupações nas “escola, na rua, nas esplanadas”.

António Costa relembrou ainda que “hoje o vírus é diferente do que era há um ano, tem uma nova variante que é mais fácil de transmitir e aumenta os contágios e é por isso que temos de ter mais cautela e apelo renovadamente para que façamos este esforço coletivo para que possamos recuperar a nossa liberdade e para que as crianças que ainda estão em casa possam voltar à escola, ao ensino presencial, para completar o ano letivo”.

Costa anuncia "programa de recuperação de aprendizagens"

Sobre a educação e suspensão do ensino, António Costa afirmou que espera que "a lição tenha ficado bem presente no espírito de todos" e apelou para que "assumamos que o último sacrifício que se pode fazer é o do investimento na educação".

"É por isso que este ano foi muito importante o esforço que foi feito para prosseguir o processo educativo", e recordou que lhe "custou horrores" quando, em março do ano passado, teve de anunciar o encerramento das escolas.

Costa destacou ainda a forma como em poucos dias os professores e a comunidade educativa tiveram a capacidade de se reinventar através do online, mas salientou a necessidade de "recuperação de aprendizagem, pois nada substitui o ensino presencial" e anunciou um programa de recuperação, cuja apresentação deverá ocorrer em maio.

O plano é, explicou, um trabalho técnico que está a ser coordenado pelo Ministério da Educação e que vai ser alvo de uma discussão pública.

“Estamos a trabalhar para apresentar em maio um programa de recuperação de aprendizagens para que tudo o que não se pôde aprender devido à pandemia não fique perdido e para que esta geração não tenha, no futuro, de viver com uma menor qualidade da sua aprendizagem devido à pandemia. É uma cicatriz que não podemos deixar e temos de investir seriamente no processo de reaprendizagem", anunciou o primeiro-ministro. Acrescentou ainda que "felizmente, o país teve condições para acolher aqui as crianças do segundo e terceiro ciclo" e deixou o apelo: "Tudo temos de fazer para manter a pandemia controlada e para que as portas possam abrir também aos alunos do ensino secundário".

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