“Esta cimeira foi marcada por um reforço claro da NATO”, disse António Costa, numa conferência de imprensa em Madrid no final dos trabalhos do encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês).

O primeiro-ministro português destacou o início do processo formal de adesão à aliança militar da Suécia e da Finlândia, a definição de um novo modelo de forças que levará ao aumento “da participação de todos os Estados-membros” nas ações e missões da NATO, ou o reforço de fundos comuns da organização, incluindo a criação de um novo dedicado à inovação em Defesa, entre outras medidas e compromissos alcançados na capital espanhola nos últimos dois dias.

“Agora que, com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, a guerra regressou à Europa é mais importante do que nunca reforçar esta nossa aliança coletiva”, afirmou.

Em relação à Ucrânia, país que receberá um novo pacote de ajuda integral da NATO, como ficou acordado na cimeira, António Costa afirmou que os membros da Aliança Atlântica entendem as ajudas a Kiev “como elemento essencial para a dissuasão de qualquer risco de ataque a uma parcela do território NATO” e também como um reforço da “capacidade de defesa”.

Apesar do protagonismo e prioridade assumidos pelo designado “flanco leste” da NATO, por causa da guerra na Ucrânia e da ameaça russa, na cimeira de Madrid foram também adotadas medidas e mantidos debates sobre as fronteiras da Aliança a sul, em especial no norte de África.

A este propósito, António Costa sublinhou a importância que foi dada à necessidade de a NATO “manter uma versão global de 360 graus” e não descurar a “prevenção e gestão de crises no flanco sul, onde todas as ameaças têm uma consequência direta” sobre a segurança euro-atlântica.

As ameaças oriundas do flanco sul identificadas pela NATO, em especial por países do sul da Europa, como Espanha, anfitriã da cimeira, estão relacionadas com movimentos de imigração ilegal e grupos terroristas, nomeadamente, na região do Sahel.

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