Fonte do gabinete do líder do executivo disse à agência Lusa que esta iniciativa foi “consensualizada e decidida em articulação com o Presidente da República”, Marcelo Rebelo de Sousa, e que, ao longo dos vários meses de vigência, envolverá vários departamentos do Governo, designadamente o Ministério da Economia.

A partir da terceira semana de novembro e durante vários meses, em todo o território nacional, António Costa dedicará sempre pelo menos um dia de cada semana da sua agenda pública ao contacto direto com as empresas.

Quanto ao calendário de arranque desta iniciativa “Agenda Mais Crescimento”, fonte do gabinete do primeiro-ministro observou que arrancará poucos dias após o fim do “Web Summit”, que decorrerá entre segunda e quinta-feira em Lisboa, fazendo-se assim uma separação temática entre as áreas da nova economia digital e a chamada economia real, onde pontificam sobretudo pequenas e médias empresas de ramos tradicionais da indústria portuguesa.

No núcleo político do executivo entende-se que o discurso económico em Portugal está “há demasiado tempo refém” da atualidade financeira e das questões relativas ao setor da banca e, por essa via, “cada vez mais afastado do tema que realmente interessa ao país, o crescimento económico”.

“É urgente redirecionar o discurso no sentido da economia real, concretizando um programa de relançamento da economia que desde a primeira hora constitui uma prioridade absoluta do Governo”, defendeu o mesmo colaborador do executivo.

Ao longo dos próximos meses de vigência desta iniciativa, um dos objetivos centrais do Governo vai passar pela tentativa de se criarem melhores condições para a promoção do investimento, tendo em vista aumentar a produtividade e valorizar os fatores de produção.

“Um pouco por todo o país, o primeiro-ministro quer ouvir as verdadeiras necessidades que os empresários e as empresas sentem. Tem de haver um novo impulso na promoção dos produtos e serviços nacionais, quer ao nível do financiamento e investimento, quer ao nível da inovação, empreendedorismo e competitividade”, acrescenta a mesma fonte.

A “Agenda Mais Crescimento”, segundo o Governo, está articulada com os seis pilares estratégicos do Programa Nacional de Reformas: Qualificação da população, promoção da inovação na economia, valorização do território, modernização do Estado, capitalização das empresas, e reforço da coesão e igualdade.

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