Portugal regista hoje 1.135 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que no sábado, e 27.581 infetados (mais 175), segundo o boletim epidemiológico divulgado  pela Direção Geral da Saúde.

Face a este sábado regista-se um aumento de 50 recuperações, para um total de 2.549 casos.

Entre 1 e 7 de maio, registaram-se surtos em 13 empresas privadas, anunciou hoje a ministra da Saúde. No mesmo período, contaram-se ainda meia centena de focos em estruturas residenciais para idosos.

Desde 1 de março já foram feitos mais de 532 mil testes. 65% deles foram feitos em abril, e 20% em maio. Em abril foram feitos cerca de 11 mil testes por dia. Em maio essa média subiu para mais de 13 mil testes diários.

Marta Temido referiu que “o dia em q foram realizados mais testes continua a ser 30 de abril, em que foram feitos 16.345 testes”.

A governante notou que estes números “poderão vir a subir”, por não conterem os dados atualizados referentes ao privado.

Sobre o  já descrito "síndrome de Kawasaki", Graça Freitas esclareceu que há um único caso de uma criança covid-positiva com alguns sintomas parecidos ao deste síndrome ligado à covid-19 que tem estado a afetar crianças em vários países.

Segundo a diretora-geral da Saúde, a criança está a evoluir favoravelmente.

Regras nas creches: "temos de estar atentos à capacidade de implementação"

Questionada sobre as regras para a reabertura das creches, Graça Freitas disse que a orientação oficial da DGS será publicada após as discussões entre as autoridades de saúde e do setor.

Marta Temido disse que "houve um trabalho de definição", envolvendo a Saúde e o ministério do Trabalho.

"Não poderá ser a autoridade sanitária a fazer a facilitação das regras", disse também a ministra, quando questionada sobre essa possibilidade. "Muitos países nem sequer fecharam as creches", lembrou a ministra, lembrando o caso da Suécia.

Futebol: "Mantém-se a intenção de avaliar a retoma no final deste mês"

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou hoje que, caso os testes às equipas de futebol derem um número elevado de casos positivos de covid-19, terá de ser equacionada pelas autoridades “a avaliação de risco”.

“É uma situação muito complexa, conciliar o retorno da atividade do futebol com regras sanitárias e de segurança. É difícil definir linhas vermelhas. Se os testes feitos às equipas derem um número elevado de pessoas positivas, terá de ser equacionada pelas autoridades de saúde de nível local, regional e nacional a avaliação do risco em concreto”, disse a diretora-geral da Saúde, na conferência diária sobre a evolução pandemia, que decorreu em Lisboa.

Graças Freitas referiu que existem medidas preventivas e de testagem que estão “previstas e consensualizadas entre todos”.

“De acordo com os resultados, está prevista a intervenção da autoridade de saúde. Qualquer decisão de avaliação do risco e de medidas em concreto envolve os três níveis: local, regional e nacional. As regras vão ser cumpridas, aguardemos os resultados e depois vamos avaliar os riscos”, acrescentou.

Três jogadores do Vitória de Guimarães tiveram resultados positivos à covid-19, nos testes efetuados pelo clube, informou no sábado o emblema da I Liga portuguesa de futebol.

"Tendo em conta o plano de contingência do Vitória SC para a sua equipa de futebol profissional no âmbito da pandemia de covid-19, informa-se que no decorrer dos exames de rastreio realizados no dia 08/05/2020, aos atletas, equipa técnica e staff de apoio, três atletas testaram positivo para SARS CoV2", lê-se num comunicado dos vitorianos.

De acordo com o mesmo documento, "todos os atletas em questão se encontram clinicamente bem, assintomáticos e em isolamento, com o apoio do clube, cumprido todas as diretrizes da Direcção-Geral da Saúde (DGS), tendo sido os casos prontamente notificados".

Na conferência de hoje, a ministra da Saúde, Marta Temido, referiu que o Governo continua a trabalhar para que seja possível o regresso da I Liga de futebol.

“Mantém-se a intenção do Governo de avaliar a possibilidade que temos para a retoma das competições no final deste mês. Aliás, neste momento começamos a ter outros países com os quais podemos aprender lições, a Alemanha vai retomar a Bundesliga no dia 16. Estamos a aperfeiçoar o nosso pensamento e a aprender com os outros”, salientou.

No plano de desconfinamento, devido à pandemia de covid-19, o Governo definiu que a I Liga de futebol e a final da Taça de Portugal vão poder ser disputados, permitindo também desportos individuais ao ar livre, excluindo a continuidade da II Liga.

Taxas de registo

“É uma matéria que o Governo irá, certamente, analisar, exercendo as competências que lhe competem”, declarou a ministra da Saúde, falando na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia no país.

Depois de terem surgido notícias de que estas taxas estavam a ser cobradas a várias autarquias, podendo chegar aos 50 mil euros, Marta Temido notou há que “ser objetivo relativamente ao que são as circunstâncias que geram obrigatoriedade de pagamento à ERS e, concretamente, de registo”.

“Assistimos à instalação de algumas estruturas de apoio junto de determinadas câmaras municipais, que se destinavam a serem unidades apoio para pessoas que não pudessem permanecer no seu domicílio e, não sendo estruturas destinadas à prestação de cuidados de saúde - e não tendo, aliás, nem um corpo médico próprio nem uma direção -, provavelmente não configuram estabelecimentos e poderão não estar em causa para pagamento no registo junto da ERS”, argumentou a responsável.

Marta Temido referiu, por isso, que este é “um tema que tem de ser acompanhado nos próximos dias” pelo executivo, mas destacou também que a “ERS é uma entidade administrativa independente, tem independência orgânica, funcional e técnica e estará a exercer as atribuições que entende serem da sua competência”.

Frisando “não querer entrar em controvérsias”, a governante adiantou ainda que “o Ministério da Saúde tomou conhecimento do ofício enviado pela ERS a diversos presidentes da câmara, já na semana passada, e o que poderá dizer é que tanto quanto conseguimos ler dos ofícios, deles não resultava qualquer pedido de pagamento, fosse a que título fosse”.

No sábado, a ERS indicou em comunicado que os montantes e eventuais isenções ao pagamento das taxas associadas ao registo dos hospitais de campanha são definidos por portaria e frisou que não tem competência para criar exceções.

O processo de registo tem taxas associadas, de acordo com o "site" da ERS: "as entidades responsáveis por estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde estão obrigadas ao pagamento de uma taxa "com um limite mínimo de 1.000 euros, e um limite máximo de 50.000 euros", em função do número de profissionais.

As entidades reguladoras podem ainda cobrar, nos termos dos respetivos estatutos, uma contribuição às empresas e outras entidades sujeitas aos seus poderes de regulação e de promoção e defesa da concorrência respeitantes à atividade económica dos setores privado, público, cooperativo e social”, de acordo com a ERS.

A questão surgiu depois de a RTP e a SIC terem noticiado que algumas câmaras municipais estavam a ser notificadas para pagarem as taxas associadas ao registo destes hospitais de campanha.

Segundo a RTP, o presidente da Câmara da Batalha decidiu contestar juridicamente o valor cobrado àquela autarquia, de 30 mil euros, por considerar que a situação é imoral.

A pandemia do novo coronavírus causou pelo menos 279.185 mortos no mundo desde que apareceu na China em dezembro último, segundo um balanço divulgado às 12:30 de hoje pela agência francesa France Presse (AFP).

Segundo o balanço da AFP, elaborado a partir de fontes oficiais, mais de 4.035.470 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 195 países e territórios desde o início da pandemia.

Entre estes casos, pelo menos 1.340.700 pessoas foram consideradas como curadas.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro óbito associado ao novo coronavírus no início de fevereiro, mantêm-se como o país com mais vítimas mortais (78.794) e com mais casos de infeção registados (1.309.541 casos).

Pelo menos 212.534 pessoas foram declaradas como curadas no território norte-americano.

Depois dos Estados Unidos, o balanço da AFP refere que os países mais afetados, todos na Europa, são o Reino Unido (31.587 mortos e 215.260 casos), Itália (30.395 mortos e 218.268 casos), Espanha (26.621 mortos e 224.390 casos) e França (26.310 mortos e 176.658 casos).

Ainda na Europa, a Rússia também já ultrapassou a barreira dos 200 mil casos confirmados da doença covid-19, com um total de 209.688 desde o início da pandemia.

Na China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde o novo coronavírus foi detetado pela primeira vez em dezembro último, estão oficialmente contabilizados 82.901 casos (com o registo de 14 novos casos entre sábado e hoje), incluindo 4.633 vítimas mortais e 78.120 pessoas recuperadas.

Por regiões do mundo, a Europa somava hoje ao fim da manhã 155.441 mortes em 1.721.579 casos, Estados Unidos e Canadá 83.597 mortes (1.377.243 casos), América Latina e Caribe 19.743 mortes (359.010 casos), Ásia 10.541 mortes (289.683 casos), Médio Oriente 7.554 mortes (219.755 casos), África 2.184 mortes (59.927 casos) e Oceânia com 125 mortes (8.276 casos).

Este balanço é realizado com base em dados recolhidos a nível internacional junto das autoridades nacionais competentes e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP alerta, no entanto, que o número de casos diagnosticados poderá não refletir o número real de infeções, uma vez que muitos países testam apenas os casos que necessitam de cuidados hospitalares.

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