“Faz-me alguma confusão que as pessoas mais idosas não possam ser vacinadas”, afirmou Miguel Guimarães durante uma conferência ‘online’ (Webinar) sobre “Os Caminhos da Ética em Tempo de Pandemia”, promovida pela Universidade Portucalense.

Segundo uma proposta de especialistas da DGS, reproduzida hoje nos jornais, as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, os funcionários e utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados deverão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19.

Assumindo não ter lido as notícias veiculadas acerca do assunto, o bastonário da OM advertiu que a questão da vacinação “tem de ser vista com muito cuidado”, pois tem havido anúncios de várias vacinas contra a covid-19, com diferentes eficácias, mas “nunca” se ouviu falar das contraindicações nem dos efeitos colaterais.

“E isto é muito importante. Temos de perceber qual é a evidência que a nossa diretora-geral da Saúde tem para dizer, à partida, que pessoas a partir de uma determinada idade não devem ser vacinadas: se é para as proteger ou para as expor”, declarou Miguel Guimarães.

Contudo, numa primeira análise, o bastonário da Ordem dos Médicos considerou “estranho” que pessoas “mais frágeis, menos resistentes e que sofrem mais com a infeção não estejam a ser protegidas”, remetendo para mais tarde uma “resposta mais concisa” sobre o assunto.

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