Desde 7 de janeiro deste ano que o Brasil não registava tantos casos de infeção num só dia, data em que o país somou 87.843 diagnósticos positivos, o maior número desde o início da pandemia.

Em relação às mortes pela covid-19, o país sul-americano registou hoje, pelo terceiro dia consecutivo, mais de mil óbitos (1.131), concentrando agora 207.095 vítimas mortais, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.

Do total de infeções, a tutela da Saúde estima que mais de 7,3 milhões de pacientes já recuperaram da doença, enquanto que 777.496 permanecem sob acompanhamento médico.

No momento, a taxa de incidência da covid-19 no Brasil, um dos mais atingidos no mundo pela pandemia, aumentou para 99 mortes e 3.961 casos por cada 100 mil habitantes.

Das 27 unidades federativas do país, São Paulo (1.590.829), Minas Gerais (619.846), Santa Catarina (533.338) e Bahia (523.068) são as que concentram o maior número de infeções.

Já os Estados com mais óbitos são São Paulo (49.289), Rio de Janeiro (27.441), Minas Gerais (13.028) e Ceará (10.209), respetivamente.

Um dos Estados que enfrenta um colapso na rede de saúde é o Amazonas, no norte do país, que anunciou hoje um toque de recolher obrigatório devido à saturação dos hospitais, sobrecarregados pelo fluxo de pacientes com covid-19 e com graves problemas de abastecimento de oxigénio.

Apenas nos primeiros 12 dias de janeiro, o recorde mensal de novas hospitalizações por covid-19 foi ultrapassado (2.221, face às 2.128 registadas em abril).

A taxa de mortalidade do novo coronavírus no Amazonas é de 143 por cada 100 mil habitantes, muito acima da média nacional (99 por 100 mil).

O recrudescimento da pandemia em Manaus, capital do Amazonas, Estado quase totalmente coberto pela floresta Amazónia, agravou a situação dentro de hospitais e há relatos de falta de oxigénio para tratar pacientes com covid-19.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram as próprias famílias de pacientes a transportar para os hospitais tanques de oxigénio que adquiriram por conta própria.

Face à situação caótica na região, o deputado federal Marcelo Ramos disse hoje ao portal de notícias G1 que a situação de Manaus é de colapso total e que já entrou em contacto com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, em busca de ajuda de um avião da Força Aérea norte-americana para o transporte de oxigénio.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitou o Amazonas esta semana e afirmou que Manaus é “prioridade nacional neste momento”.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.