O estudo, elaborado pelo Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças citado pela BBC, diz que 80% dos casos são ligeiros, que apenas 4,7% são considerados críticos e que as pessoas idosas ou com problemas de saúde prévios à infeção são as que correm mais riscos.

A taxa de mortalidade sobe com a faixa etária, até aos 69 anos o valor é baixo e, no que se refere às vítimas fatais, as pessoas com mais de 80 anos são as mais suscetíveis, indica a investigação.

O relatório mostra que a taxa de mortalidade da província de Hubei, onde se situa a cidade de Wuhan, epicentro do novo coronavírus, é de 2,9% e que no resto do país este valor é de 0,4%.

Quanto às faixas etárias, a partir dos 80 anos a taxa de mortalidade chega quase aos 15%, entre os 70 e 19 fixa-se nos 8% e entre os 60 e 69 anos não chega aos 4%. Entre os 50 e 59 anos o valor não chega aos 2%.

O estudo também avalia as outras doenças de que sofrem os doentes infetados com coronavírus, colocando as cardiovasculares em primeiro lugar, seguidas pela diabetes, pelas doenças crónicas respiratórias e pela hipertensão.

Os autores do estudo concluíram também que os homens têm maior probabilidade de morrer (2,8%) do que as mulheres (1,7%).

Sobre o pessoal médico, o estudo diz que é quem corre maiores riscos e indica que cerca de 3.000 terão sido infetados, dos quais 1.716 são casos confirmados. Cinco deles morreram até ao passado dia 11 de fevereiro, a última referência de data indicada no estudo.

No passado dia 13 de fevereiro, a China ampliou sua definição de como contabilizar as infeções, incluindo os "casos diagnosticados clinicamente", que anteriormente eram contados separadamente e não faziam parte dos “casos confirmados”.

Olhando para o futuro, o estudo conclui que "a curva epidémica do início dos sintomas" atingiu o pico entre 23 e 26 de janeiro, antes de cair até 11 de fevereiro, a última data a que o estudo faz referência.

O estudo sugere que a tendência de queda na curva epidémica geral poderia significar que o "isolamento de cidades inteiras, transmissão de informações críticas (por exemplo, promoção de lavagem das mãos, uso de máscaras e busca de cuidados) com alta frequência por meio de múltiplos canais e mobilização de equipas multissetoriais de resposta rápida estão a ajudar a conter a epidemia".

Mas os autores também alertam que, com muitas pessoas a regressar de um longo período de férias, o país "precisa de se preparar para uma eventual recuperação da epidemia".

O Covid-19 causou pelo menos 1.873 mortes em todo o mundo, entre as quais 1.868 na China continental, onde se registam 72.436 infeções, 99% dos casos a nível mundial.

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