“Recebemos a aprovação do Controlador Geral de Medicamentos da Índia (DCGI, em inglês) para realizar testes em seres humanos na fase 2 e 3 para a vacina Sputnik V na Índia”, disse a empresa farmacêutica e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (FIDR), num comunicado conjunto.

Segundo o codiretor da farmacêutica Dr. Reddy’s, G. V. Prasad, este desenvolvimento “permitirá começar os testes clínicos na Índia” e lutar contra a pandemia.

A decisão do órgão regulador indiano ocorreu na sequência de a Rússia ter aprovado, em meados de setembro, o fornecimento de 100 milhões de doses da sua vacina contra a covid-19 para a Índia, estando o fármaco também a ser testado nos Emirados Árabes Unidos e na Venezuela.

A vacina russa Sputnik V foi registada no dia 11 de agosto e, atualmente, encontra-se na fase 3 de testes, embora tenha sido recebida com receio pela comunidade científica internacional devido à rapidez dos testes e à pouca informação sobre o medicamento contra a covid-19.

Conhecida como a farmácia do terceiro mundo pela sua alta produção de genéricos de baixo custo, a Índia trabalha já na última fase de testes com várias vacinas.

Entre as vacinas contra a covid-19 a serem testadas neste país estão a AstraZeneca, em colaboração com o Instituto Serum da Índia, um dos maiores fabricantes de vacinas do mundo, e a Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech International, em colaboração com o Conselho Indiano de Investigação Médica (ICMR).

Nas últimas 24 horas, a Índia registou 837 mortos e 62.212 infetados com covid-19, segundo dados divulgados hoje no portal do Ministério da Saúde indiano.

De acordo com os últimos dados oficiais, o país diagnosticou mais de 7,4 milhões de infeções desde que a pandemia chegou ao país, que provocaram 112.998 mortes.

A Índia é o segundo país mais afetado pela pandemia, a seguir aos Estados Unidos da América, com 8,2 milhões de pessoas infetadas pela covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais 39,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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