Os vereadores do PCP questionaram a autarquia lisboeta, liderada pelo PS, sobre a opção por este equipamento para instalar um centro de rastreio à covid-19, notando que a abertura do pré-escolar está prevista para o início de junho.

“A Câmara Municipal de Lisboa dispõe de um conjunto de equipamentos com características semelhantes que, em virtude do estado atual, se encontram encerrados, não sendo expectável a sua reabertura, ao contrário do que sucede quanto à oferta educativa dirigida ao pré-escolar”, salientam os eleitos comunistas num requerimento enviado hoje à câmara, presidida por Fernando Medina (PS).

Numa resposta enviada à agência Lusa, a câmara diz que a decisão resultou de um pedido da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) ao Agrupamento de Escolas Pedro Santarém e à Junta de Freguesia de Benfica, “responsável pela gestão operacional daquele equipamento municipal”.

“A óbvia necessidade de reabrir a USF [Unidade de Saúde Familiar] Rodrigues Miguéis à população, que serve mais de 14 mil utentes, mantendo todavia em funcionamento na zona Norte de Lisboa um Centro Covid, esteve na base desta mudança”, destaca a câmara na mesma informação, acrescentando que o edifício do jardim de infância reúne as condições definidas pela autoridade de saúde local para ali se poder fazer uma rápida adaptação” do espaço.

A autarquia refere também que as crianças que frequentam aquele estabelecimento de ensino irão “para salas da Escola Básica 2/3 Pedro Santarém, situada a escassos metros do espaço que já frequentavam”.

“Na Pedro Santarém, as salas do JI [jardim de infância] dispõem de condições necessárias para funcionar temporariamente, uma vez que foram feitas visitas prévias ao local com a coordenadora do JI e, na sequência destas visitas, foram atendidas todas as solicitações e pedidos apresentados para o bom funcionamento” daquele estabelecimento de ensino, dá conta a câmara, destacando que “os meninos vão dispor de salas separadas e de recreio separado”.

A autarquia sublinha ainda que "tem procurado dar resposta às necessidades identificadas pela ARSLVT em tempo de pandemia" e que na zona de Benfica "não tem outras instalações para fazer face à necessidade urgente apresentada".

Na quinta-feira, um grupo de pais do Jardim de Infância n.º1 de Benfica enviou uma “carta aberta” por ‘e-mail’ a um conjunto de entidades, entre as quais o Governo, a ARSLVT e a autarquia da capital, na qual critica esta decisão e pede a sua revogação.

Os signatários dizem-se solidários com todos os esforços desenvolvidos no combate à covid-19, mas “não podem compreender como é que, num momento em que se prepara a reabertura na data de 01 de junho dos estabelecimentos escolares com resposta de jardim de infância (…), tenha sido decidido, sem o seu conhecimento, o encerramento” deste estabelecimento de ensino.

“Os pais e encarregados de educação entendem que a decisão tomada é totalmente desproporcional, desadequada e lesiva do normal desenvolvimento e superior interesse das suas crianças, pois implica, numa altura de particular incerteza e sofrimento (…), sujeitá-las a mais inesperadas mudanças para locais desconhecidos e sem condições adequadas à resposta da valência pré-escolar e/ou sem adaptação às recomendações recentes das autoridades de saúde”, lê-se no documento.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 283 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Quase 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.144 pessoas das 27.679 confirmadas como infetadas, e há 2.549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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