O boletim epidemiológico hoje publicado dá conta de 15.472 casos confirmados de infeção em Portugal (mais 1.516 face a ontem, um aumento de cerca de 11% — o maior já registado desde o início do surto) e 435 óbitos (+ 26, o que representa um aumento de 6,4%). Há ainda a registar 233 recuperações.

O total de casos suspeitos ascende a 123.564 casos, dos quais 103.583 não se confirmaram.

Aguardam resultado laboratorial 4.509 pessoas e estão 25.914 casos em contacto de vigilância.

A região Norte é a mais afetada com 8.897 casos e 240 mortes. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 3.821 casos e 78 óbitos. A região Centro conta com 2.197 casos e 107 mortes; o Algarve com 279 casos e 8 mortes e o Alentejo com 125 casos confirmados, sem mortes a registar. Nas regiões autónomas, os Açores contam com 94 casos e duas mortes e a Madeira com 59 casos, sem óbitos a registar.

Em relação às 15.472 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria, 14.293 (+ 11,8%) está a recuperar em casa, estando internadas 1.179 pessoas (mais seis do que quinta-feira, + 0,5%), 226 (menos 15, -6,2%) das quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

Globalmente, há em Portugal 8.945 mulheres infetadas pelo novo coronavírus e 6.527 homens.

Os principais sintomas são febre (43%), tosse (57%), dificuldade respiratória (17%), cefaleia (27%), dores musculares (30%) e fraqueza generalizada (23%).

Na caracterização de óbitos é de referir 4 casos entre os 40 e os 49 anos; 12 casos entre os 50 e os 59 anos; 43 entre os 60 e os 60 anos; 92 entre os 70 e os 79 anos e 284 de pessoas com 80 ou mais anos.

Os primeiros casos confirmados em Portugal foram registados no dia 2 de março de 2020.

A 17 de março, o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar, que a partir do dia seguinte ficou sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade empresarial não afeta a bens de primeira necessidade. A medida foi, entretanto, prolongada até 17 de abril.

O país está desde as 00:00 de 19 de março em estado de emergência, prolongado igualmente até às 23:59 do dia 17 de abril.

A medida proíbe toda a população de circular fora do seu concelho de residência entre 9 e 13 de abril, para desincentivar viagens no período da Páscoa.

Novo coronavírus SARS-CoV-2

A Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A maioria das pessoas infetadas apresentam sintomas de infeção respiratória aguda ligeiros a moderados, sendo eles febre (com temperaturas superiores a 37,5ºC), tosse e dificuldade respiratória (falta de ar).

Em casos mais graves pode causar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte. Contudo, a maioria dos casos recupera sem sequelas. A doença pode durar até cinco semanas.

Considera-se atualmente uma pessoa curada quando apresentar dois testes diagnósticos consecutivos negativos. Os testes são realizados com intervalos de 2 a 4 dias, até haver resultados negativos. A duração depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

A covid-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados.

Quando tossimos ou espirramos libertamos gotículas pelo nariz ou boca que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo. Estas gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada. Por sua vez, outras pessoas podem infetar-se ao tocar nestes objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

Estima-se que o período de incubação da doença (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) seja entre 2 e 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada.

Vários laboratórios no mundo procuram atualmente uma vacina ou tratamento para a covid-19, sendo que atualmente o tratamento para a infeção é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam.

Onde posso consultar informação oficial?

A DGS criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas em Portugal - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral de Saúde.

(Notícia atualizada às 14:35)

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