De acordo com os dados da DGS, atualizados até às 24:00 de terça-feira, há 8251 casos confirmados, mais 808 do que ontem, 31 de março, o que indica um aumento de 11%

Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 59457 casos suspeitos, dos quais 4957 aguardam resultado laboratorial. A DGS regista ainda 20275 contactos em vigilância pelas autoridades.

Das 8251 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), 726 estão internadas, 230 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos, estando a grande maioria a recuperar em casa. O número aumentou assim em 99 casos (16%) no que toca a internamento e em 42 casos (22%) necessitados de Cuidados Intensivos.

O boletim epidemiológico indica também que há 46249 casos em que o resultado dos testes foi negativo e que 43 doentes recuperaram.

Os valores revelados hoje também apontam para uma subida do número de óbitos para 187, mais 27 mortes do que ontem, significando isto um aumento de 17%. A taxa de letalidade aumentou também, de 2,15% para 2,27%.

O relatório da situação epidemiológica em Portugal indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (95), seguida da região Centro, com 52 óbitos, e da região de Lisboa e Vale do Tejo, que hoje regista 38 mortos. O Algarve mantém o registo de dois óbitos.

Das 187 mortes registadas, 120 pessoas tinham mais de 80 anos, 41 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 17 entre os 60 e os 69 anos e sete entre os 50 e os 59 anos. Há ainda a registar duas mortes entre os 40 e os 49 anos.

A região Norte mantém-se como aquela fustigada pelo maior número de infeções, totalizando 4910, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1998 casos, da região Centro (1043), do Algarve (146) e do Alentejo, que hoje apresenta 52 casos.

Há ainda 52 pessoas infetadas com Covid-19 nos Açores, 48 na Madeira.

Os dados da DGS, que se referem a 79% dos casos confirmados, precisam que Lisboa é a cidade que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus SARSCov2 (546), seguida do Porto (505), Vila Nova de Gaia (387), Gondomar (337), Maia (328), Matosinhos (303), Braga (245), Valongo (233), Ovar (194) e Sintra (192).

Seguem-se Coimbra (164), Santa Maria da Feira (162), Cascais (134), Vila Real (124), Loures (101), Vila Nova de Famalicão (99), Guimarães (89), Aveiro (87), Seixal e Almada (79, cada um) e Oeiras (78) como os municípios mais afetados pela pandemia.

A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (1520), seguida dos 50 aos 59 anos (1476), dos 30 aos 39 anos (1220) e dos 60 aos 69 anos (1133).

Estas são as principais recomendações das autoridades de saúde à população

O surto do novo coronavírus detetado na China tem levado as autoridades de saúde a fazer recomendações genéricas à população para reduzir o risco de exposição e de transmissão da doença. Eis algumas das principais recomendações à população pela Organização Mundial da Saúde e pela Direção-geral da Saúde portuguesa:

  • Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato;
  • Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Evitar contacto direto com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24).

Há ainda 104 casos de crianças com idades até aos nove anos, 205 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e 825 com idades entre os 20 e os 29 anos.

Os dados indicam também que há 833 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos e 935 com mais de 80 anos.

Segundo o relatório da DGS, 142 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 100 de França, 52 do Reino Unido, 39 dos Emirados Árabes Unidos, 33 da Suíça, 29 de Itália, 18 de Andorra, 14 da Austrália, 13 do Brasil, 13 dos Países Baixos, 11 dos EUA, nove da Argentina, oito da Bélgica, sete da Alemanha, cinco do Canadá, quatro da Áustria e quatro de Cabo Verde.

O boletim dá ainda conta de três casos importados da Índia e outros três de Israel e dois casos do Egito, dois da Irlanda, dois da Jamaica e outros dois da Tailândia.

Foram ainda importados um caso da Áustria/Alemanha, Chile, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Luxemburgo, Malta, Maldivas, Noruega, Paquistão, Polónia, Qatar, República Checa, Suécia, Ucrânia e Venezuela.

Segundo a DGS, 61% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 49% febre, 33% dores musculares, 29% cefaleias, 24% fraqueza generalizada e 19% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 77% dos casos.

A Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Portugal, onde o primeiro caso foi confirmado a 2 de março e que está em estado de emergência, pelo menos, até quinta-feira, entrou já na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 861 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 42 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 178 mil são considerados curados.

Onde posso consultar informação oficial?

A DGS criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas em Portugal - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral de Saúde.

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