“Quando analisado especificamente o período durante o qual vigoraram as medidas de confinamento obrigatório – de 22 de março a 02 de maio – a PSP registou uma descida particularmente acentuada (-33%) nas participações por violência doméstica, confrontados os 1.277 registos de 2020 com os 1.908 de 2019”, informou aquela força policial, em comunicado.

A PSP adianta também que, no mesmo período, registou uma diminuição da violência entre cônjuges de 22% e uma descida de 55% da violência entre ex-cônjuges.

Naquele período, foram feitas 87 detenções pelo crime de violência doméstica, sendo 83 homens e quatro mulheres, o que constitui uma média de sete detenções em cada 100 participações ou 1,2 detenções por dia.

Já durante a atual vigência do estado de calamidade (de 03 a 07 de maio), manteve-se a tendência decrescente, com uma diminuição de 30% das participações por violência doméstica, com 157 ocorrências em 2020 e 225 em 2019.

Já entre 03 e 07 de maio a PSP regista 11 detenções pelo crime de violência doméstica, sendo 10 homens e uma mulher, fazendo uma média de sete detenções por cada 100 participações.

Quanto aos primeiros quatro meses do ano, a PSP dá conta de uma diminuição de 15% nas participações de violência doméstica, comparando os 4.414 registos em 2020 com os 5.208 de 2019.

Entre 01 de janeiro e 30 de abril, a PSP deteve 250 pessoas detenções pelo crime de violência doméstica, sendo 234 homens e 16 mulheres, uma média de 5,6 detenções em cada 100 participações ou duas detenções por dia.

Numa análise da janela temporal até ao decretar das medidas de confinamento obrigatório, no contexto do estado de emergência (de 01 de janeiro a 21 de março), verificou-se uma diminuição de 6,5% no número de participações de violência doméstica, quando comparados os anos de 2020 (3.143 registos) com 2019 (3.361 registos).

No mesmo período, diminuiu também a violência entre cônjuges (-1,5%) e estagnou a violência entre ex-cônjuges. Já quanto ao número de denúncias apresentadas presencialmente pela vítima registou-se igualmente uma diminuição (-3%), porém aumentaram as denúncias por iniciativa de terceiros (+2%) e manteve-se estável o recurso ao contacto direto com os polícias de proximidade.

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