A informação foi avançada à agência Lusa pelo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Pedro Dominguinhos, no dia apontado pela tutela para um recomeço gradual das aulas práticas presenciais.

Há pouco mais de duas semanas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) deu orientações gerais às instituições para que prepararem um regresso faseado às atividades presenciais, sendo que as instituições têm autonomia para definir como e quando reabrir.

Pedro Dominguinhos disse hoje à Lusa que “o Politécnico de Viseu é o mais avançado e vai retomar as aulas laboratoriais e práticas a 06 de maio. As restantes só o deverão fazer em junho”.

O representante dos politécnicos ressalvou, no entanto, que a situação mais especifica de cada instituição só será conhecida na quarta-feira, depois do plenário do CCIPS.

O presidente do CCISP explicou à Lusa que as instituições optaram por adiar as aulas presenciais por considerarem que não era viável manter, em simultâneo, aulas teóricas à distância com aulas práticas presenciais.

“Os calendários letivos já estavam desenhados. Era extremamente complexo os alunos terem uma aula à distância e, a seguir, conseguirem estar numa aula de laboratório”, disse.

A disseminação do novo coronavírus levou o Governo de decretar a suspensão das aulas presenciais desde 16 de março. Muitos alunos do ensino superior trocaram as residências ou quartos arrendados pelas suas casas de família, estando agora longe das instituições de ensino.

Mesmo no caso dos alunos que continuam a viver perto das instituições, continua a ser complicado coordenar aulas à distância com presenciais: “Estas aulas práticas implicam agora todo um procedimento de higienização, o que obriga a um planeamento mais elaborado” e mais tempo de preparação antes e no final de cada aula, explicou.

Assim, durante o mês de maio, a grande maioria dos alunos vai continuar a ter aulas à distância. Em junho, os alunos deverão regressar às instituições para “as aulas de laboratório e aulas práticas assim como para realizar os exames presenciais”, acrescentou Pedro Dominguinhos.

Portugal está desde domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, que começou a 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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