Marta Temido explicou que "face àquilo que tem sido o alargamento da expansão geográfica" dos casos de infeção e à "tendência crescente da curva epidémica", será "aplicado um novo modelo na abordagem ao doente" a partir de quinta-feira.

Atualmente, há já um conjunto de doentes tratados em casa, sendo o objetivo chegar aos 80% dos infetados, disse, por sua vez, a diretora-geral da saúde, Graça Freitas.

"O que se pretende é agilizar e reforçar essa possibilidade, garantindo que os doentes são depois seguidos mesmo no seu domicílio", afirmou a ministra.

Marta Temido e Graça Freitas falavam na conferência de imprensa diária no Ministério da Saúde de acompanhamento da situação da pandemia do vírus da covid-19 em Portugal.

Segundo Marta Temido, esse novo modelo exige também "algumas adaptações" por parte das unidades de saúde para permitir, por exemplo, a separação de áreas para doentes infetados com o novo coronavírus, que começarão a ser organizadas no início da semana.

Serão ainda distribuídos mais equipamentos de proteção aos profissionais de saúde e mais testes, a partir do início da próxima semana, "à medida que o mercado o for permitindo", de forma a ser possível aplicar esse novo modelo, disse a ministra.

Marta Temido disse que serão conhecidos mais detalhes deste novo modelo quando forem publicadas as normas do seu funcionamento.

Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, o dobro face a sexta-feira, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

Segundo a DGS, há 156 doentes internados, 35 dos quais em cuidados intensivos. A grande maioria (1.124) está a recuperar em casa.

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