Reino Unido regista 280 mortes e mais de 23 mil novas infeções num dia

O Reino Unido registou 280 mortes atribuídas à covid-19 nas últimas 24 horas, uma descida depois de dois dias consecutivos acima de 300, e 23.065 novas infeções, informou o ministério da Saúde britânico.

Na quarta-feira tinham sido registadas 310 mortes e 24.701 novos casos de infeção, mas os números no início da semana podem ser inflacionados pelo atraso no processamento dos dados durante o fim de semana.

Nos últimos sete dias morreram no Reino Unido 1.608 pessoas vítimas de covid-19, uma média de 230 por dia, o que representa um aumento de 53% relativamente aos sete dias anteriores.

O total desde o início da pandemia de covid-19 no Reino Unido é agora de 965.340 contágios confirmados e de a 45.955 óbitos registados num período de 28 dias após as vítimas terem recebido um teste positivo.

A taxa de infeção nacional é atualmente de 226 casos por 100 mil habitantes e média dos últimos sete dias é de 1.223 pessoas admitidas por dia no hospital.

De acordo com as informações do ministério da Saúde, na terça-feira estavam hospitalizados no Reino Unido 10.308 pacientes com covid-19, dos quais 957 com necessidade de apoio respiratório por meio de ventilador.

Um estudo da universidade Imperial College London financiado pelo governo sobre a prevalência da doença estima que quase 100.000 pessoas estão a ser infetadas com covid-19 diariamente e que o número de pessoas duplica a cada nove dias.

A revista ‘Spectator’ publicou hoje um relatório confidencial doe um grupo de cientistas que aconselham o governo que projeta com um cenário possível de 85 mil mortes até o final de março.

Suécia regista recorde diário com 3.254 novos casos

As autoridades sanitárias suecas notificaram hoje 3.254 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, estabelecendo pelo segundo dia consecutivo o recorde oficial de contágios diários, elevando o total acumulado de 121.167 infeções.

As mesmas autoridades, que adiantaram que o total acumulado de mortes é de 5.934, recomendaram aos habitantes de Estocolmo, bem como aos de mais duas regiões do sul do país, para limitarem os contactos e evitarem locais fechados.

O epidemiologista sueco Anders Tegnell explicou à agência noticiosa France-Press (AFP) que, na primavera, a propagação foi "provavelmente 10 a 15 vezes maior" do que atualmente, salientando, porém, que os testes de diagnóstico foram muito menos disseminados.

"Mas, nas últimas duas ou três semanas, a propagação disparou após uma calmaria no verão", acrescentou.

Numa altura em que grande parte da Europa está a endurecer as medidas para conter a pandemia do novo coronavírus face ao aumento significativo de casos, a Suécia está a tentar "ajustá-las" à realidade, embora mantenha a estratégia de evitar qualquer confinamento ou medidas coercivas.

Os habitantes de Estocolmo, bem como os do condado de Vastra Gotaland (sudoeste) e da província de Ostergotland (sudeste), foram aconselhados hoje a evitar ambientes fechados, como bibliotecas, lojas e outros centros comerciais e a limitar interações sociais e eventos públicos.

As recomendações feitas à população das três regiões seguem-se às já efetuadas em Skane, a região mais a sul da Suécia, e à de Uppsala, a 70 quilómetros de Estocolmo, onde há vários dias foi aconselhado que se evitem os transportes públicos e as interações sociais.

Para Anders Tegnell, se os países nórdicos têm tido resultados "um pouco melhores" do que noutras regiões da Europa, a progressão na Suécia está a demonstrar-se "rápida", começando a aproximar-se do limite da capacidade do sistema de saúde local e mesmo do que as pessoas podem suportar.

Na semana passada, o número de novos casos aumentou 70% em relação à semana precedente, "uma das mais fortes altas" registada na Suécia", frisou.

Itália regista recorde de 26.831 novos casos nas últimas 24 horas

A Itália registou 26.831 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde que coincide com o maior número de testes realizados, e 217 óbitos, segundo o boletim de hoje do Ministério da Saúde.

Este é o maior aumento de contágios que eleva o total de infetados para 616.595 desde início da crise sanitária em Itália, no final de fevereiro, mas agora são realizados muitos mais exames de diagnóstico do que naquela altura, com mais de 200.000 feitos pela primeira vez.

O número de 217 mortes é o segundo maior desde meados de maio, na terça-feira foram 221, e isso significa que as fatalidades em Itália provocadas pelo vírus são 38.122 desde fevereiro.

Os pacientes com covid-19 continuam a aumentar e são atualmente quase 300.000 pessoas infetadas, a grande maioria isolada nas suas casas com sintomas leves ou sem sintomas.

A situação hospitalar preocupa porque a pressão não para, com um aumento de internamentos de 1.098 nas últimas 24 horas, para um total de 17.615, das quais 1.651 estão em unidades de cuidados intensivos, mais 115 do que na quarta-feira.

A região mais afetada continua a ser a Lombardia, que soma 7.339 novos casos, a maioria na capital Milão e Monza, seguida pela região da Campânia, com 3.103, e Piemonte, 2.585.

O presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli, assessor do governo na crise, defendeu hoje que a preparação do país "agora não é comparável à de março", porque agora já se sabe como combater o vírus e, sobretudo, há mais meios.

Atualmente, a idade média dos pacientes com covid-19 no país é de cerca de 42 anos e há ainda cerca de 5.000 vagas nas unidades de cuidados intensivos. A maioria das pessoas hospitalizadas nessas unidades supera os 65 anos e têm outras doenças.

No entanto, Locatelli alertou que há "exceções" e casos de jovens que necessitam de cuidados intensivos, por isso pediu para não se sentirem imunes.

Por outro lado, tentou explicar porque desta vez o foco está em Lombardia e não em Bérgamo, a área mais afetada na primeira vaga, e segundo o próprio, isso deve-se a uma "memória social", à qual os habitantes aprenderam-se a proteger melhor, e a uma "memória imunológica" que foram capazes de desenvolver.

Locatelli falou de uma futura vacina que acredita que só estará disponível a partir da próxima primavera e defendeu as terapias com anticorpos monoclonais como as "mais promissoras" para lidar com o novo coronavírus no corpo humano.

Para enfrentar esta segunda vaga, a Itália, em estado de emergência até 31 de janeiro de 2021, encerrou cinemas, teatros, piscinas e ginásios, assim como bares e restaurantes durante a noite, sendo que várias regiões impuseram toque de recolher noturno.

Especialistas e analistas questionam se será possível evitar um novo confinamento geral do país, especialmente depois do imposto na quarta-feira em França, embora o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, continue a considerá-lo a última alternativa.

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