“A decisão de avançar para o regime de ’lay-off’ parcial tem como objetivo assegurar a manutenção dos postos de trabalho de todos os colaboradores”, refere em comunicado a Rodoviária de Lisboa, que opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira.

A empresa garante, contudo, que “os serviços mínimos de mobilidade serão mantidos, assegurando uma oferta de carreiras ajustada à procura que existe atualmente”.

Assim, estarão em circulação todas as viaturas articuladas da frota da Rodoviária de Lisboa, com maior número de lugares sentados, para garantir o cumprimento do distanciamento social recomendado pela Direção-Geral da Saúde.

A Rodoviária de Lisboa adianta ainda que a quebra na procura dos serviços de transportes, na sequência das restrições de mobilidade associadas à pandemia de Covid-19, resultou “numa drástica redução das receitas provenientes dos passes e dos bilhetes”.

Na semana passada, a Rodoviária de Lisboa tinha apelado aos passageiros para que carregassem o passe de abril, uma vez que as vendas a bordo nas carreiras foram suspensas e é obrigatório ter um título válido para viajar.

“A compra do passe mensal representa, nesta fase, um importante contributo de todos os clientes para que a empresa possa continuar a prestar os seus serviços e cumprir com as obrigações assumidas com os trabalhadores e fornecedores”, lia-se numa nota na empresa.

O Grupo Rodoviária do Tejo, que assegura o transporte nos distritos de Leiria e de Santarém, entrou em ‘lay-off’ parcial no dia 01, extensível à totalidade dos 750 trabalhadores das três empresas do grupo.

O grupo, que justificou a decisão com a redução de atividade e de receita, integra as empresas Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Lis e Rodoviária do Oeste, com atividade nos distritos de Leiria e de Santarém.

Na semana passada, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) revelou que alguns operadores de transporte de passageiros, rodoviários e ferroviários, comunicaram reduções na procura entre os 60% e os 90%.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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