“É difícil prever por quanto tempo vamos manter este nível de estabilidade, que podemos chamar de planalto. Depende de muitos fatores”, disse Skvortsova em conferência de imprensa, citada pela agência Interfax.

Segundo disse, não apenas o número de doentes hospitalizados diminuiu como grande parte dos infetados não apresenta sintomas.

“Há mais camas livres nos hospitais e unidades de cuidados intensivos, além de ventiladores, um sinal claro de que o processo está a começar a reverter”, adiantou.

A responsável pediu, no entanto, que sejam mantidas as medidas de proteção e que o uso de máscaras e luvas em espaços públicos “faça parte de um programa profilático (…), cujo principal componente é o distanciamento social”.

A Rússia aguardava por este planalto há semanas, mas o número de casos continuava a crescer, tendo chegado a colocar o país no segundo lugar da lista de países com mais infetados, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo dados oficiais, até agora, foram contabilizados 262.843 casos de covid-19 na Rússia, 10.598 dos quais nas últimas 24 horas, com um total de 2.428 mortes, 113 das quais no último dia.

O país prepara-se para uma reabertura gradual, em três fases, que dependerá em grande parte das decisões tomadas pelos governadores das 85 entidades federadas da Rússia.

Em Moscovo, o foco principal da covid-19 na Rússia, foram retomadas na segunda-feira as atividades de vários setores industriais e de construção, mas as autoridades mantêm medidas de segurança em vigor, incluindo o confinamento para grande parte da população.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou mais de 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (1,9 milhões contra 1,8 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 116 mil contra mais de 163 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (85.906) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,4 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (33.614 mortos, mais de 236 mil casos), Itália (31.998 mortos, mais de 223 mil casos), Espanha (27.459 mortos, mais de 230 mil casos) e França (27.425 mortos, mais de 178 mil casos).

A Rússia, com menos mortos do que todos estes países (2.418), é, no entanto, o segundo país do mundo com mais infeções (mais de 262 mil).

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