"Infelizmente, a covid-19 não protege estas vítimas, muitas vezes torna-as mais expostas, é preciso que continue a haver respostas sociais e para que isso aconteça, sem o aumento dos casos de infeção, estamos a tomar medidas para que seja possível a testagem de vítimas de violência antes da entrada em abrigos", afirmou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

Referindo-se aos mais vulneráveis, como as populações sem-abrigo, reclusos, doentes crónicos, vitimas de violência doméstica, o governante, que falava na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal, explicou ainda as medidas já tomadas nas prisões.

No caso do sistema prisional, "houve suspensão precoce das visitas com chamadas telefónicas diárias de cinco minutos como compensação, suspensão de transferência de reclusos, isolamento em caso de entrada de novos reclusos, enfermarias de retaguarda" bem como outras medidas dos planos de contingência em colaboração entre o Ministério da Saúde, Ministério da Administração Interna e a Proteção Civil.

O governante disse ser também necessário garantir condições de segurança dos cuidadores, referindo que "importa intensificar testagem não só de profissionais de saúde como forças de segurança, profissionais que trabalhem em lares e de outras populações de risco".

Portugal regista hoje 76 mortes associadas à covid-19, mais 16 do que na quinta-feira, e o número de infetados subiu para 4.268, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

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