De manhã cedo, Assunção Cristas visitou o bairro social da Flamenga, em Marvila, em Lisboa, onde foi ver algumas casas no bairro que visitou várias vezes antes das eleições autárquicas de 2017 e aproveitou para apresentar o regime de acesso à habitação municipal e da gestão do parque habitacional do município, que o CDS hoje apresenta na câmara.

Olhando em volta, depois da visita, e comparando com o período de campanha, há um ano, Cristas nota que “o bairro está um bocadinho mais limpo”, mas os problemas subsistem.

O problema das casas fechadas foi sendo resolvido, não pela câmara, através de concursos, mas pelos habitantes, que “ocuparam irregularmente” casas devolutas ou emparedadas no bairro que fica junto ao Parque da Bela Vista.

A vereadora e líder centrista é contra ocupações, mas admite que a população vive em desespero.

“As casas que estavam fechadas hoje estão ocupadas e, infelizmente, não foram atribuídas pelas vias normais, foram ocupadas pelo desespero de muitas pessoas, que hoje se sentem melhor, mas se sentem numa situação de grande precariedade”, disse.

“Tenho dito sempre que a ocupação não é uma boa solução, mas a verdade é que as pessoas desesperam e só ocupam porque há casas vazias”, insistiu.

Passado um ano de gestão de Fernando Medina, do PS, à frente da Câmara Municipal de Lisboa, Assunção Cristas faz um balanço negativo quanto às suas políticas de habitação social.

O “mais importante”, afirmou, é que não há “melhorias significativas” nesta política de habitação em Lisboa, afirmou.

O regulamento de distribuição de casas de bairros sociais, proposto pelo CDS, prevê regras claras e transparentes e a abertura de um concurso permanente.

Para Assunção Cristas, “é imoral e inadmissível” que a situação nos bairros sociais continue por resolver, que a câmara não informe quantas casas em bairros sociais fechadas na cidade, tendo o CDS uma lista de 1.600 casas que, admitiu, pode já não estar atualizada.

A vereadora afirmou-se chocada com a situação, lembrando que, há um ano, falou com uma senhora que vivia numa casa com os filhos e os netos, 13 pessoas no total.

Esse foi um dos casos em que a casa do lado, “fechada há 14 anos”, foi ocupada, tendo os novos inquilinos feito algumas obras.

As “pequenas obras pelos inquilinos”, que depois sejam descontadas na renda, é uma das propostas feitas pelo CDS no regulamento de acesso à habitação social em Lisboa, “uma proposta com princípio, meio e fim”.

Assunção Cristas e o CDS propõem ainda um “concurso aberto e em permanência” de modo a saberem-se quais são os critérios, “o mais objetivos possível”.

A lista deve ser pública de modo a que as pessoas saibam em que lugar estão, de modo a também saberem a quem são distribuídas as casas, a começar por quem está no topo.

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