O marido da Infanta Cristina, tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal a cinco anos e dez meses de prisão por desvio de fundos, na sequência de uma investigação ao caso Noós.

A prisão de Brieva fica localizada a 108 quilómetros a norte de Madrid.

Segundo a justiça espanhola, o marido da infanta Cristina, irmã de Felipe VI, utilizou as suas ligações à família real para ganhar concursos públicos para organizar, entre outros, eventos desportivos, tendo em seguida desviado fundos para a Aizoon, uma empresa que geria em conjunto com esposa e utilizava para financiar o seu estilo de vida luxuoso.

A Casa Real espanhola reafirmou na terça-feira o seu “respeito absoluto pela independência do poder judicial”, depois de ter tomado conhecimento da decisão do Supremo Tribunal.

Desde o início do reinado de Felipe VI que a Casa Real tem manifestando o seu respeito pela independência dos tribunais em todas as fases do processo judicial Nóos.

O Supremo Tribunal espanhol também reduziu a quantia que a magistratura de Palma de Maiorca tinha imposto à infanta Cristina, pela sua responsabilidade civil a título lucrativo no caso Nóos, de 265.088 euros para 136.950 euros.

Inaki Urdangarin tinha sido inicialmente condenado a seis anos e três meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 512.553 euros por enriquecimento com dinheiros públicos através de um esquema fraudulento feito pelo Instituto Nóos, que fundou e dirigiu entre 2004 e 2006.

A decisão do juiz foi conhecida 11 anos depois do início do caso, quando um deputado socialista pediu explicações pelos custos elevados de um fórum sobre turismo e desporto organizado por Iñaki Urdangarin para o Governo Regional das Ilhas Baleares.

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