A empresa nasceu como muitas outras: Manal Kahi chegou aos EUA em 2013, vinda do Líbano, para estudar Administração Pública. Com o passar do tempo começou a sentir falta de comer um bom humus, igual aos que a sua avó, da Síria, fazia. Foi então que começou a fazê-los ela mesma, tendo como base uma receita da avó. O sucesso junto dos amigos foi tanto que a ideia de transformar isso num negócio nasceu.

Quando por essa altura os refugiados sírios já eram notícia em todo o mundo, Kahi teve a ideia de criar uma empresa com responsabilidade social, inspirada também na sua avó, que se tornara emigrante no Líbano.

“A minha avó tinha muitas histórias da forma como conseguia manter a sua cultura, sendo estrangeira, enfrentando a xenofobia”, contou Kahi ao The Guardian.

Para Kahi fazia sentido ajudar refugiados sírios que estivessem nos EUA; ninguém faria humus tão bem como eles e isso poderia facilitar a sua adaptação.

Rapidamente o negócio passou de humus para outros pratos. Hoje, Kahi tem cinco chefes a trabalhar com ela, vindos do Nepal, Iraque, Síria, Tibete e Eritreia, e que foram contratados pela organização norte-americana International Rescue Committee.

A empresa continua a crescer com o objetivo não só de dar boa comida aos nova-iorquinos, mas também de “mudar a narrativa dos refugiados, de mostrar aos norte-americanos que eles são uma mais-valia, que eles não são um fardo e que todos podemos aprender muito com eles”, disse Kahi ao The Huffington Post.

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