"É de lamentar esta atitude do Governo porque é obrigação do Governo descentralizar, já temos muitos serviços em Lisboa, já temos muitos serviços no Porto. E ao decidir agora que vai abrir a possibilidade ao Porto, na realidade prova que o que desconfiávamos se verifica, o Governo quando fez a primeira candidatura [só com Lisboa] não tinha estudo nenhum", disse à agência Lusa Fátima Ramos.

"Ou seja, avançou numa perspetiva centralista, sem ter nenhum estudo, sem ter nenhum facto que lhe fundamentasse que a escolha era Lisboa e enganou-nos a todos", declarou a deputada social-democrata à margem da sessão de apresentação do candidato autárquico do PSD à Câmara de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra.

O processo de candidatura de Portugal a acolher a Agência Europeia do Medicamento vai ser reaberto de forma a incluir também a cidade do Porto, disse hoje fonte oficial do Ministério da Saúde.

De acordo com uma nota do Ministério da Saúde, só o Porto, a par de Lisboa, "parece reunir condições para uma candidatura muito exigente e competitiva em termos europeus".

Fátima Ramos, que em conjunto com outros deputados do PSD, defendeu há dias a inclusão da cidade de Coimbra como hipótese de localização da EMA, sustentou que descentralizar "é estudar mais locais e ao estudar mais locais têm de considerar a hipótese de Coimbra", alegou.

"Coimbra está no centro do país, tem uma belíssima universidade, tem um belíssimo hospital e tem, sobretudo, uma cidade que tem perdido população e tem perdido emprego. A criação desta agência implica a criação de muitos postos de trabalho, movimento para a cidade e para a região. Lamento profundamente que o Governo não inclua nos estudos a hipótese de Coimbra", frisou.

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