“Soubemos que a liberdade de expressão parece estar em risco”, afirmou a deputada Bebiana Cunha, do PAN, durante a Assembleia Municipal do Porto, que decorreu na segunda-feira.

No período dedicado a declarações políticas, a deputada afirmou que um grupo de artistas portuenses, “de forma espontânea e com o consentimento do proprietário”, usou um muro como tela, mas que “as duas pinturas não duraram muito”.

“Afinal o executivo não era pela arte urbana? E quanto à liberdade de expressão? Neste caso, já era”, afirmou Bebiana Cunha.

Também no mesmo período, a deputada Susana Constante Pereira, do BE, afirmou que nas últimas semanas, “grafitis críticos da governação da cidade desapareceram da noite para o dia”.

“Estes acontecimentos devem preocupar-nos a todos”, disse, considerando que “a pandemia criou uma espécie de vácuo na cidade, antes [da] covid-19 e depois [da] covid-19”.

No seguimento das declarações, Isabel Ponce Leão, do grupo municipal Rui Moreira: Porto, O Nosso Partido, acusou os partidos de “aproveitamento dos tempos políticos para atacar o executivo, sabendo que não há contraditório”.

Também o deputado Miguel Gomes, do movimento independente, disse ser “profundamente deselegante aproveitar o momento de declarações políticas” para criticar o executivo.

“É evidente que a democracia vive da dialética, mas também da capacidade de a rebater e poder dar explicações. Este é um voto de protesto e é profundamente deselegante o que se passou neste ponto”, afirmou.

Em 18 de junho, o jornal Público dava conta de que dois trabalhos, um de Filho Bastardo e outro do artista maismenos, foram “apagados pelos serviços da câmara”, em Contumil, “no mesmo muro onde ficaram outros três pintados no mesmo dia”.

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