Na questão formulada à ministra Marta Temido refere-se o testemunho de bombeiros da região do Tâmega e Sousa sobre o que se tem passado naquela unidade hospitalar, a maior do interior do distrito do Porto.

"Segundo testemunhos de algumas corporações de bombeiros, várias ambulâncias ficaram retidas por um longo período, enquanto aguardavam pela devolução das macas. Tal situação ocorreu em diversas ocasiões no passado recente e, com particular incidência, no passado dia 18 de novembro", pode ler-se no texto da pergunta dirigido à ministra.

Os parlamentares Hugo Carvalho, Joana Lima, Constança Urbano de Sousa, Eduardo Barroco de Melo, Rosário Gambôa, Carla Sousa e Cristina Moreira dizem querer saber se o Governo confirma a "existência de situações de rotura nas urgências" do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) e se a capacidade de camas de internamento na unidade de Penafiel [Hospital Padre Américo] é "suficiente para dar resposta às solicitações da população, em particular, no que respeita ao serviço de urgência".

"Sendo o CHTS constituído por dois hospitais, onde um deles está manifestamente subaproveitado, vê o Governo possibilidade de, no médio prazo, reforçar a capacidade de intervenção na urgência no Hospital de S. Gonçalo [Amarante]", questionaram, ainda, os deputados socialistas.

Para os parlamentares, exige-se "um olhar atento por parte de todos os decisores políticos na garantia de prestação de cuidados de saúde de qualidade aos 520 mil habitantes que são servidos por este importante equipamento".

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