Num comunicado divulgado pelo próprio clube da Liga francesa, no qual alinha o português Gelson Martins e que na quinta-feira visita Braga, na primeira mãos dos ‘oitavos’, pode ler-se que a resposta de Dmitry Rybolovlev é feita “a título pessoal” e é dada ao apelo “da Cruz Vermelha Internacional”.

“É absolutamente necessário apoiar os que mais sofrem. Por isso, o Mónaco, o Cercle Brugge [clube belga que é propriedade dos monegascos] e eu próprio, assim como outras empresas do fundo Rybolovlev, vamos fazer doações para ajuda humanitária”, pode ler-se numa citação atribuída ao próprio magnata.

Rybolovlev é acionista maioritário do clube monegasco desde 2011, quando se tornou cidadão do Mónaco, um ano após deixar a Rússia.

O nome deste milionário, que possui igualmente um passaporte cipriota, não se encontra na lista de oligarcas que viram as contas e ativos congelados por decisão da União Europeia, em resposta à investida militar.

O proprietário do Mónaco tem, ao dia de hoje, uma fortuna avaliada em mais de seis mil milhões de euros, feita sobretudo na venda das ações que detinha na Uralkali, empresa da área química que, em 2010, vendeu a pessoas ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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