O aparelho foi abatido perto da localidade de Qaminas, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) e um jornalista da agência France Presse (AFP) destacado no local.

As autoridades da Turquia divulgaram, por sua vez, a “queda” de um aparelho aéreo, mas sem reivindicar qualquer responsabilidade no incidente.

O Ministério da Defesa turco informou que “um helicóptero do regime se despenhou” sem especificar a origem ou os autores do ataque.

No local da queda, um correspondente da AFP confirmou a morte dos dois pilotos do aparelho, bem como relatou que os destroços do helicóptero eram bem visíveis no terreno.

Durante um discurso hoje proferido em Ancara, o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu que o regime sírio irá pagar “muito caro” caso exista um novo ataque contra as forças turcas destacadas no noroeste da Síria, um dia depois de um bombardeamento que matou cinco soldados turcos.

“Quanto mais atacarem os nossos militares, mas caro irão pagar, muito caro”, declarou Erdogan, acrescentando que irá anunciar, na quarta-feira, medidas suplementares a aplicar ao regime de Damasco, sem adiantar mais pormenores.

Na semana passada, oito militares turcos também foram mortos durante ataques conduzidos pelo regime de Damasco na província de Idlib.

Estes recentes confrontos estão a agravar o clima já tenso na província de Idlib, onde vários atores estão envolvidos na ofensiva militar em curso naquela região, incluindo a Rússia, aliada tradicional de Damasco.

Ancara, que destacou um contingente significativo para esta província, teme que uma grande ofensiva desencadeie uma nova vaga migratória para a Turquia, país que já acolhe mais de 3,5 milhões de refugiados sírios.

Desde abril de 2019, as forças do regime sírio liderado pelo Presidente Bashar al-Assad, com o apoio da Rússia, têm conduzido e intensificado ataques nesta zona, encarada como o último bastião opositor (forças insurgentes e ‘jihadistas’) no território sírio.

Segundo as estimativas da ONU, a ofensiva militar das forças de Damasco nesta região, desde abril de 2019 até meados de janeiro, já matou mais de 1.500 civis, incluindo várias centenas de mulheres e menores.

A ONU estima que cerca de três milhões de pessoas continuam retidas em Idlib.

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos ‘jihadistas’, e várias frentes de combate.

Num território bastante fragmentado, o conflito civil na Síria provocou, desde 2011, mais de 380 mil mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

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