“Na sequência da notícia transmitida ontem [quinta-feira] na linha da Lusa, identificando de modo inaceitável uma deputada do Partido Socialista, a Direção de Informação comunica que o editor de Política, José Pedro Santos, pediu a demissão do cargo, que foi aceite”, refere a Direção de Informação (DI) numa nota hoje enviada à redação.

A DI da Lusa comunicou ainda que “tendo em vista o dano moral e reputacional provocado na imagem da agência, instaurou um processo de averiguações ao jornalista Hugo Godinho, a fim de apurar as circunstâncias em que a notícia foi elaborada”.

Numa nota aos clientes ao início da madrugada de hoje, a agência Lusa já tinha lamentado profundamente a difusão de uma notícia em que uma deputada do PS foi identificada “de modo inaceitável, contra todas as regras éticas e profissionais”.

“A Direção de Informação da Lusa lamenta profundamente o erro de uma notícia transmitida pela agência sobre a constituição da comissão da revisão constitucional em que uma deputada do Partido Socialista surge identificada de modo inaceitável, contra todas as regras éticas e profissionais constantes do Código Deontológico dos Jornalistas e do Livro de Estilo da Lusa”, referia a nota difundida na madrugada de hoje.

A Direção de Informação da Lusa acrescentava que iria “proceder a uma investigação sobre o que aconteceu” e apresentava “as suas desculpas à deputada, ao Partido Socialista” e a “todos os clientes e leitores” da agência.

Comissão de Trabalhadores da Lusa condena identificação "indigna e inaceitável" de deputada

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa condenou hoje "profundamente" a sucessão de erros que culminou numa identificação "indigna e inaceitável" da deputada do Partido Socialista (PS) Romualda Fernandes numa notícia escrita pela agência.

"A Comissão de Trabalhadores condena profundamente o ato de discriminação e a sucessão de erros que culminou numa identificação indigna e inaceitável da deputada Romualda Fernandes, numa notícia da Lusa, que atenta contra todos os valores defendidos pela agência e seus trabalhadores", lê-se num comunicado da Comissão de Trabalhadores.

"Este episódio é o oposto do trabalho, rigor, isenção, identidade e valores da agência em Portugal, nos países lusófonos e no resto do mundo. Mais do que regras jornalísticas, este episódio viola a dignidade humana", considera a CT.

A CT pede ainda "uma expedita averiguação, responsabilização e explicação do processo, de forma transparente, que mostre que a Lusa não tolera qualquer tipo de discriminação".

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