No relatório à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), lê-se que “o prémio implícito no preço oferecido encontra-se significativamente abaixo do que é a prática em transações em dinheiro no setor europeu das ‘utilities’, no mercado ibérico e mais genericamente no mercado europeu, em casos em que o oferente adquire controlo”.

Em 11 de maio passado, a China Three Gorges (CTG) anunciou a intenção de lançar uma OPA voluntária sobre o capital da EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, cujo pedido foi registado junto do regulador na passada sexta-feira, sem alterações ao preço oferecido inicialmente.

Três dias após o lançamento da OPA, a EDP — Energias de Portugal tinha considerado que o preço oferecido pela CTG para adquirir a elétrica portuguesa era baixo, numa nota enviada ao mercado.

A CTG, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e cotada na bolsa de Lisboa.

Caso a OPA sobre a EDP tenha sucesso, a CTG avançará com uma oferta pública obrigatória sobre 100% do capital social da EDP Renováveis (EDPR) a 7,33 euros por ação.

A EDP controla 82,6% do capital social da EDPR, que tem a sua sede em Madrid.

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