“O antigo presidente morreu na sala de audiência diante de todos”, assinalou Omar Marwan, sublinhando em declarações à agência France-Presse que “o procurador-geral está a investigar as condições da sua morte”.

“Estão a ouvir testemunhas e esperam os resultados técnicos”, precisou, assegurando que os resultados serão publicados.

Oriundo da organização Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, primeiro civil eleito democraticamente para a presidência do Egito, morreu num tribunal do Cairo, durante o seu julgamento.

Estava detido desde julho de 2013, quando foi derrubado num golpe conduzido por Abdel Fattah al-Sissi, então chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa e hoje presidente do Egito.

Peritos independentes da ONU consideraram na sexta-feira que as condições da sua detenção foram “brutais”, perto de seis anos em regime de isolamento e privado de cuidados médicos apesar de sofrer de “diabetes e hipertensão”.

Sublinharam que “as autoridades foram avisadas de maneira repetida” da deterioração do seu estado de saúde, uma degradação que acabou por “o matar”.

A sua morte “pode assemelhar-se a um assassínio arbitrário aprovado pelo Estado”, considerou a equipa de peritos, dirigida pela relatora especial Agnes Callamard e o Grupo de Trabalho da ONU sobre as Detenções Arbitrárias.

Após assumir o poder em 2014, o governo do presidente Sissi realizou uma ampla repressão, prendendo milhares de islamitas, assim como militantes laicos.

Os peritos independentes da ONU alertaram ainda contra os riscos que correm os milhares de detidos devido à negligência das autoridades em termos médicos.

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