O anúncio foi feito pela presidente do CDS, Assunção Cristas, num comício, em Gondomar, Porto, que deveria ter sido de encerramento da campanha, mas foi transformado em jantar evocativo do fundador e do ex-vice-primeiro-ministro.

O dia de campanha na sexta-feira vai ficar, assim, reduzido a às ações da manhã nas Caldas da Rainha (Leiria), às 11:00, e ao almoço em Setúbal, às 14:00. Ficam anuladas a arruada pela baixa de Lisboa e a festa comício em frente à sede do partido, no Largo Adelino Amaro da Costa, também na capital.

Assunção Cristas vai participar nas cerimónias fúnebres de Freitas e anulou a sua ida a Roma, Itália, para assistir à imposição do barrete cardinalício a José Tolentino de Mendonça, no sábado, dia em que se realiza o funeral do fundador do CDS.

"Hoje importa, mais do que sinalizar percursos que em dado momento se separaram, realçar o que sempre nos uniu e continuará a unir: um compromisso inabalável com a liberdade, com a democracia pluripartidária, com o respeito por todos, com o primado dado à pessoa que deve estar no centro de qualquer politica, com opção preferencial pelos mais pobres", afirmou.

E sublinhou que se todos estão no CDS, "é porque todos" se revêm "nos princípios fundadores do CDS, que saíram das mãos de Amaro da Costa e Freitas do Amaral".

Num discurso escrito, ao contrário do que é habitual, Assunção Cristas lembrou quem foi para si Diogo Freitas do Amaral - um ídolo.

Recordou as suas primeiras três memórias políticas - aos cinco anos, quando a sua família foi festejar, de carro, para o centro de Lisboa, a vitória da Aliança Democrática em 1979, aos seis a morte de Sá Carneiro, em 1980, que deixou a sua família em profunda tristeza, e as presidenciais de 1986.

A líder do CDS lembrou o "entusiasmo contagiante", das conversas com as suas "amigas do PSD" na escola.

"Por essa altura, bebia cada palavra dita por Diogo Freitas do Amaral, era mesmo o meu ídolo. Achava que era impossível ele perder as eleições, mas foi isso que aconteceu", disse, antecipando que essa derrotou ditou que o seu interesse pela política hibernasse durante anos.

Nos três momentos da noite, nos discursos de Cristas, Lobo Xavier e no final do vídeo, os presentes bateram palmas de pé.

Antes dos discursos, de Cristas e de António Lobo Xavier, ex-dirigente do CDS, foi exibido, num écran gigante, um vídeo com fotos históricas de Diogo Freitas do Amaral, dos tempos da fundação do partido, em 1974, até à atualidade, passando por fotos da Aliança Democrática e da campanha eleitoral das presidenciais de 1986.

Como prometido por Cristas, hoje não houve música nem hinos do partido para tornar sóbrio o ambiente do jantar e no ecrã gigante apareceu um símbolo do CDS em cinzento, em vez do azul.

António Lobo Xavier, ex-líder parlamentar centrista, foi o orador convidado para falar sobre o percurso de Freitas, que foi candidato presidencial apoiado pela direita em 1986.

(Notícia atualizada às 23h10)

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