"Resta muito pouco do programa do velho Partido Socialista, que lhe fazia falta nestas ocasiões. O Partido Socialista já é um partido muito gestor do sistema", disse Gil Garcia, que falava aos jornalistas durante uma ação de sensibilização junto dos trabalhadores da fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela.

"Estamos aqui para lutar pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores. É necessário um aumento extraordinário dos salários de 100 euros, porque há salários congelados há anos, aqui [setor privado] e na Função Pública. O Governo do PS aumenta o salário mínimo a passo de caracol - cinco euros - mas alguns setores não são aumentados há anos", acrescentou.

O cabeça de lista do MAS por Lisboa, que, há poucos dias, defendeu que "o BE e o PCP deviam lutar por um governo o alternativo à falsa dicotomia que tem sido apresentada há 40 anos no país, que é governos PS ou governos PSD e CDS", criticou também o que disse ser a ausência de uma estratégia do Governo do PS para reconverter uma indústria baseada na queima de combustíveis fósseis.

"Esta fábrica [Autoeuropa], muito importante, tem muitos trabalhadores, mas produz automóveis que queimam combustíveis fósseis. É preciso reconverter toda a indústria que queima combustíveis fósseis e salvaguardar os postos de trabalho. O governo do PS não tem uma estratégia para isso", disse.

"Há uma série de medidas de fundo, quer sobre o ambiente, quer sobre a necessidade de uma transição energética, quer sobre o problema de salários e pensões, em que este governo - não sendo tão horrível quanto foi o governo PSD/CDS -, está ainda aquém. E, por isso, achamos que é necessário, à esquerda, construir novas alternativas", justificou o líder do MAS.

Quanto à expectativa do MAS para a próximas eleições legislativas de 6 de outubro, Gil Garcia espera que o MAS consiga "subir eleitoralmente e, eventualmente, disputar a eleição de um deputado", mas reconhece que é uma tarefa difícil "porque o MAS não tem os mesmos meios dos grandes partidos e a cobertura televisiva também não é semelhante à dos grandes partidos".

"Mesmo assim vamos à luta porque é preciso renovar a esquerda", disse o líder do MAS.

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