“Até gostaríamos que esta universidade passasse para a tutela do Governo Regional, com o apoio do Ministério da Educação”, afirmou Valter Rodrigues, numa iniciativa da campanha eleitoral no Campus da Universidade da Madeira (UMa), na zona da Penteada.

O candidato salientou que a tutela das universidade é da República, mas esta alteração permitiria, “com esse apoio, construir cursos intermédios, cursos superiores e outros tipos de especializações” mais relevantes para a realidade da região, como nas áreas do turismo e da agricultura.

O também responsável pela comissão de reinstalação do MPT na Madeira também sustentou que aquela academia “deveria ter um leque mais alargados de cursos”, como uma licenciatura em Direito.

“Acho que seria uma mais-valia, porque nem todos podem pagar para os filhos estarem no continente” quando querem apostar num curso não ministrado na região, referiu.

Na opinião de Valter Rodrigues, os estudos também “deveriam ser gratuitos para todos, mas a realidade é que o Estado não pode fazer isso”.

Contudo, sublinhou, é necessário “investir muito nas pessoas, nos jovens”, para promover o desenvolvimento do país: “Temos de pensar sempre no futuro e não apenas no presente”, complementou.

O MPT destacou, por outro lado, que atualmente a academia madeirense “está a viver” dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), já que “são eles que pagam as propinas” e permitem o seu desenvolvimento.

Sobre a formação base do curso de Medicina que é ministrado na região, o partido lamentou que apenas sejam lecionados os primeiros dois anos (havendo o projeto de alargar até ao terceiro ano).

“Na opinião do MPT, deveriam ser os cinco anos. O Governo Regional suportava a especialização de cada médico e assim obrigava os médicos a residirem cá”, declarou, considerando que esta é uma forma de a região “ter sempre médicos especialistas”.

O candidato aproveitou a iniciativa para parabenizar todos os estudantes que residem na região e hoje regressaram às aulas.

Aos que conseguiram entrar na Universidade da Madeira e se encontravam no campus, alguns a serem praxados, desejou “força para irem até o final do curso”.

Segundo Valter Rodrigues, o partido está a fazer uma campanha eleitoral sem qualquer orçamento, com deslocações suportadas pelos militantes, sem material de propaganda e apenas com as 13 bandeiras que já existiam na região.

As eleições regionais legislativas da Madeira decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta – com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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