Muitos eleitos indiciados no processo de combate à corrupção Lava Jato tentam manter-se nos órgãos federais, mantendo a imunidade judicial, como são o caso dos históricos senadores Eunício Oliveira ou Renan Calheiros.

No total estão em disputa 54 dos 81 lugares no Senado (câmara alta) e todos as 513 vagas na Câmara dos Deputados (câmara baixa). O Senado tem uma representação fixa por cada estado que compõem a federação brasileira, enquanto a Câmara de Deputados é composta de modo proporcional em relação a cada círculo eleitoral.

As eleições acontecem num momento em que as duas principais formações política, o Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB, centro), têm problemas na afirmação das suas candidaturas presidenciais, cuja votação decorre no mesmo dia.

Este ano, são 352 candidatos que concorrem ao cargo de senador em todo o Brasil, o maior número de todas as eleições desde 1994, segundo dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Em três estados, a renovação das vagas em disputa será total: Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Nenhum dos atuais ocupantes dessas vagas concorrerá.

Entre os históricos senadores que desistiram de disputar a reeleição neste ano, estão nomes como o do candidato à Presidência em 2014, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (Partido da Social Democracia Brasileira, centro-direita) que concorre a deputado na câmara baixa; Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT ou Marta Suplicy, do MDB.

Na corrida para o Senado, o PT lidera com folga em dois dos estados mais populosos: São Paulo e Minas Gerais, com o vereador paulista Eduardo Suplicy e a ex-Presidente Dilma Rousseff.

Apesar de ter sido afastada da presidência em 2016, Dilma Rousseff não perdeu direitos políticos e hoje lidera a disputa ao Senado em Minas Gerais. A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) tem 26% das intenções de voto, segundo as últimas sondagens divulgadas pela plataforma Datafolha.

A candidata tem sido também notícia por ter, até ao momento, a campanha mais cara entre os candidatos ao Senado no país, onde já gastou 3,06 milhões de reais (cerca de 620 mil euros).

Um valor que supera mesmo despesas de campanhas presidenciais como a de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Ainda em Minas Gerais, destaque para o candidato Carlos Viana do Partido Humanista da Solidariedade (PHS)que vai em segundo lugar nas sondagens. Jornalista e apresentador de programas de televisão e rádio, em Minas Gerais, Viana vai disputar aquela que é a sua primeira eleição.

Para o estado do Rio de Janeiro, figuram nomes como o de Chico Alencar, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Alencar é deputado federal pelo quarto mandato consecutivo, eleito pela primeira vez em 2002.

Antes disso, o candidato foi vereador do Rio de Janeiro entre os anos de 1989 e 1996. Foi também deputado estadual por um mandato, em 1998. Atualmente, o deputado é líder da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e é membro titular da Comissão de Constituição e Justiça.

Flávio Bolsonaro, filho do candidato às presidenciais, Jair Bolsonaro, é o candidato do Partido Social Liberal (PSL) na disputa por uma vaga no Senado Federal. Deputado estadual desde 2003, o candidato, de 37 anos, tem na segurança pública a sua principal área de atuação.

Já o PT confirmou a candidatura de Lindbergh Farias ao Senado, numa aliança com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que pode colocar na câmara alta o antigo dirigente estudantil que se destacou no processo de ‘impeachment’ contra o Presidente Collor de Mello, em 1992.

Já na disputa por São Paulo, e segundo sondagem do Ibope, Eduardo Suplicy (PT) lidera as intenções de voto, com 28%, seguindo-se Mario Covas Neto (Podemos)com 17% e, com 15%, o deputado federal Major Olimpio do PSL.

Mário Covas do Podemos, filho do ex-governador Mario Covas (PSDB), é advogado e foi reeleito vereador nas eleições de 2016.

Além dos representantes para o senado, no dia 7 de outubro os eleitores brasileiros também escolherão o próximo presidente da República e deputados federais, estaduais ou distritais.

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