Segundo Diogo Marecos, administrador da Sotagus, uma das sete empresas de estiva do Porto de Lisboa, duas empresas de cedência de mão-de-obra às empresas de estiva já contrataram um total de 28 trabalhadores.

“A ETE Prime já contratou oito trabalhadores. E a Porlis já contratou 20 e pretende ainda contratar mais 20″, disse à agência Lusa Diogo Marecos.

O administrador da Sotagus referiu ainda que os novos trabalhadores iniciam já na próxima segunda-feira o processo de formação teórica e prática, que será “assegurado por uma empresa certificada”, no Terminal de Contentores de Santa Apolónia, em Lisboa.

Em comunicado, a Porlis refere que estas contratações visam “responder ao aumento da procura dos seus clientes, verificado no Porto de Lisboa”.

O Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL) contesta o despedimento dos 134 trabalhadores da A-ETPL, que considera ilegal, e defende que o processo de insolvência daquela empresa não está concluído, ao contrário do que alegam as empresas de estiva do Porto de Lisboa.

O SEAL acusa também as empresas de estiva de Lisboa de promoverem uma “insolvência dolosa da A-ETPL” e de quererem substituir o efetivo de estivadores daquela empresa por trabalhadores contratados por outras empresas, em que, tal como na A-ETPL, são, simultaneamente, “os únicos acionistas e clientes”.

De acordo com o SEAL, os 134 trabalhadores da A-ETPL que, alegadamente, foram despedidos, já requereram a realização de uma assembleia de credores e a substituição do atual administrador de insolvência junto do Tribunal do Comércio de Lisboa, onde corre o referido processo de insolvência.

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