O diretor-geral do Departamento de Parques Nacionais, Adisorn Nuchdamrong, diz, citado pelo The Guardian“Os voluntários estrangeiros que trabalham no templo falaram-nos disto hoje e mostraram-nos a arca frigorífica. É possível que tenham achado que o templo não estava a agir de forma correcta." E continua: "Devem ter algum valor para o templo ter ficado com eles. Mas qual, não faço ideia."

Responsáveis do templo explicaram que as autoridades já sabiam que havia carcaças de animais nas arcas frigoríficas, e que desde 2010 que estas eram conservadas, em vez de cremadas, por instruções de um veterinário.

O "Templo dos Tigres", situado na província tailandesa de Kanchanaburi, fez muito sucesso entre os turistas, que gostavam de ser fotografados junto aos animais. O templo era acusado, há algum tempo, de se ter tornado mais uma atração turística do que um lugar de espiritualidade. Surgiram ainda suspeitas de maus tratos e de ligações ao tráfico de animais selvagens.

Os responsáveis do local rejeitaram as acusações de maus tratos e tráfico de animais. Os monges explicaram que a passividade dos tigres, com os quais os turistas tiravam "selfies", era conseguida por os animais serem adestrados, e não com recurso a drogas.

As autoridades tentaram confiscar os tigres em abril de 2005, porque o templo não possuía os documentos necessários. Porém, na época, os monges opuseram-se. Desta vez, a decisão foi tomada após diversas negociações entre as duas partes. "Os responsáveis foram autorizados a entrar no recinto do templo depois de o tribunal de Kanchanaburi ter ordenado a operação", afirmou o responsável do departamento de Parques Nacionais.

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