Um breve comunicado do Comando do Pacífico (PACOM, na sigla em inglês) confirma que o porta-aviões USS Ronald Reagan, da base naval norte-americana de Yokosuka (costa oriental do Japão), está na zona e que iniciou patrulhas regulares no Pacífico ocidental “na primavera”.

O comunicado não esclarece se os dois porta-aviões de propulsão nuclear estão juntos sendo que não é normal que os Estados Unidos usem vários navios deste género no “mesmo teatro de operações”.

Um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul explicou à EFE que o porta-aviões USS Carl Vinson encontra-se neste momento a realizar manobras com a Marinha da Coreia do Sul no Mar do Japão.

Por outro lado, uma fonte do governo de Seul disse à agência Yonhap que os dois porta-aviões podem eventualmente realizar manobras conjuntas com as forças da Coreia do Sul no princípio de junho mas o Ministério da Defesa recusou pronunciar-se sobre o assunto.

Enquanto os EUA reforçam a presença junto à Península da Coreia, a Coreia do Norte celebra o último lançamento de mísseis com um desfile nas ruas de Pyongyang para os cientistas e técnicos responsáveis pelo teste de armamento, informou hoje a agência estatal KCNA.

Milhares de cidadãos aplaudiram na quinta-feira, na capital norte-coreana, os responsáveis pelo lançamento do "Hwasong 12", o míssil de médio alcance que Pyongyang disparou no domingo, de acordo com o texto e fotografias publicadas pela KCNA.

“As ruas da nossa capital, Pyongyang, encheram-se com uma atmosfera festiva para dar as boas-vindas aos cientistas da defesa nacional”, afirmou.

Adultos, estudantes e crianças saudaram a passagem dos autocarros que transportaram os cientistas à colina de Mansudae, onde depositaram flores junto às estátuas dos ex-líderes Kim Il-sung e Kim Jong-il, antes de serem recebidos pelo vice-presidente do comité central do Partido dos Trabalhadores, Ri Man-gon.

A Coreia do Norte lançou no passado domingo o "Hwasong-12", o projétil do programa de armamento que exibiu revelou melhor rendimento até à data.

O míssil percorreu quase 800 quilómetros e podia ter superado os 4.000 se tivesse sido lançado com um ângulo mais perpendicular, disseram especialistas.

Os dados mostraram os avanços de Pyongyang no desenvolvimento de um míssil nuclear intercontinental que possa alcançar território norte-americano e servir de elemento dissuasor.

Este lançamento é o último de uma longa lista de testes de armamento que o regime do Kim Jong-un tem vindo a realizar e que geraram tensão na península coreana e um agravamento do tom de Washington desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

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