Há 49.452 novos estudantes no ensino superior público, é o segundo maior número de colocados nos últimos 30 anos. O recorde foi ultrapassado apenas no ano passado, quando quase 51 mil alunos ficaram colocados na primeira fase.

Mas este é também o ano, na última década, em que mais alunos ficaram de fora: dos 64 mil candidatos, 14.552 não conseguiram ainda um lugar no ensino superior.

Metade dos candidatos que conseguiram colocação ficou na escola que tinha escolhido como primeira opção e um total de 82% dos alunos conseguiu vaga numa das suas três primeiras opções.

Três em cada cinco estudantes ficaram colocados numa universidade, tendo os restantes conseguido uma vaga num politécnico: No subsistema universitário estão 30.030 e no politécnico 19.422.

Para a primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram disponibilizadas 55.307 vagas, das quais sobraram 6.393 para a segunda, que arranca na segunda-feira e termina a 8 de outubro.

Para responder ao elevado número de candidatos, o Ministério divulgou no início do mês que iria haver mais 3.080 vagas para esta primeira fase, das quais 160 seriam em cursos com maior concentração de melhores alunos. Nestes cursos ficaram agora colocados quase 4.900 novos estudantes, um aumento de 7% face ao ano passado.

Já nos cursos de medicina o aumento em relação ao ano passado foi de apenas mais sete alunos: existem agora 1.555 caloiros neste curso, segundo os dados do MCTES.

Quatro em cada dez alunos (21.401) entraram em cursos nas áreas STEAM – Ciências, Tecnologias, Engenharia, Artes e Matemática. E a procura por cursos nas áreas de competências digitais também tem aumentando, sendo este ano 6.820 estudantes (mais 20% do que em 2015).

Também há mais alunos em instituições localizadas em regiões com menor densidade demográfica. São 12.318 estudantes, com diversas instituições do interior a aumentar o número de colocados face ao ano anterior, como a Universidade de Évora, e os institutos politécnicos de Beja, Portalegre, Bragança, Guarda, Santarém, Viseu e Tomar.

No que toca aos estudantes com deficiência, entraram agora para o ensino superior 315 estudantes através do contingente especial, o dobro dos que conseguiram uma vaga em 2015.

Foram ainda colocados 419 estudantes emigrantes e lusodescendentes, crescendo 6% face ao ano anterior (quando tinham sido colocados 396 candidatos) e 151% face a 2015.

A Direção-Geral do Ensino Superior estima que ano letivo se inscrevam mais de 100 mil novos estudantes, tendo em conta as diferentes formas de ingresso no ensino superior público e privado. No ano passado, previa-se cerca de 95 mil novos alunos.

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